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Péssima qualidade do ar ameaça realização do Australian Open em 2020

Australian Open

A saúde dos atletas está em risco e os efeitos já estão sendo percebidos

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O Melbourne Park é a casa do Australian Open desde 1988. Foto: Scharp

 

A poucos dias antes do início da chave principal do Australian Open, o primeiro Grand Slam da temporada do tênis, muitas incertezas cercam a organização do evento, tendo em vista os prejuízos resultantes dos incêndios florestais que continuam poluindo o ar da Austrália. No qualificatório, alguns tenistas sentiram dificuldades para completar suas partidas, pois não conseguiam respirar direito e se sentiam incomodados com o forte calor.

Atletas sofrem com o ar poluído

Nesta terça (14/01), a eslovena Jelena Jakupovic passou mal e abandonou o seu jogo por não conseguir mais suportar o ambiente desconfortável. Mesmo tendo superado a adversária Stefane Vögele no primeiro set e tendo o ponto para levar a partida ao tiebreak no segundo set, ela sucumbiu e precisou de auxílio para sair de quadra. Após o jogo, ela afirmou que não é justo ter que jogar em condições prejudiciais à saúde.

A canadense Eugenie Bouchard e o australiano Bernard Tomic foram outros que precisaram de intervalos para receber atendimento médico. Tomic precisou até de medicação inalatória para seguir na partida. Os treinos do belga David Goffin e do Alemão Alexander Zverev também foram cancelados no Melbourne Park. Tratando-se apenas dos primeiros dias de treinos e da fase qualificatória, a situação é preocupante.

O desafio da organização

Apesar do cenário nada favorável na terra dos cangurus, a probabilidade de não realização do torneio na data prevista ainda é pequena. Investimentos, patrocinadores e falta de espaço no calendário são alguns dos fatores que inviabilizam a decisão de adiar o Australian Open em 2020.

O diretor do torneio Craig Tiley garantiu que no momento está tudo sob controle.

“Vamos avaliar a probabilidade de interrupções induzidas pela fumaça, como é feito com calor e chuva. Teremos especialistas que analisarão todos os dados disponíveis ao vivo junto com médicos gabaritados”, falou Tiley.
“Temos três estádios cobertos onde podemos controlar o ambiente para que o jogo continue sempre. Os jogadores entendem que a qualidade do ar não é algo que depende de nós. Eles querem jogar, então no dia 20 de janeiro abriremos as portas e começaremos a disputa. Trabalharemos com o Departamento de Meteorologia e com especialistas médicos para garantir a segurança de nossos jogadores, fãs e funcionários”, complementou.

Além disso, Tiley também afirmou que haverá uma equipe especializada em meteorologia e qualidade do ar pronta para monitorar as condições de Melbourne durante todos os dias do evento.

O Australian Open, ou Aberto da Austrália, existe desde 1905. De lá pra cá, não aconteceu durante as duas guerras mundiais, e mais recentemente, em 1986, por conta da mudança do calendário (o torneio passou de dezembro para janeiro). De 1987 até os dias de hoje, o torneio tem sido realizado ininterruptamente.

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Melbourne está fora da zona de risco dos incêndios, mas é afetada diretamente pela fumaça que vem do norte e do leste. Foto: BBC

 

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