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Opinião: Aline Bordalo fica marcada por “xenofobia estrutural” contra jogadoras do Bahia

Aline Bordalo

Opinião: Aline Bordalo fica marcada por “xenofobia estrutural” contra jogadoras do Bahia

O jornalismo é algo muito importante para a sociedade, e muita das vezes suas falas refletem aquilo que o povo fala e sente. A jornalista Aline Bordalo, que já teve passagens pelo Esporte Interativo, teve talvez o dia mais infeliz de sua carreira como jornalista, ao compartilhar um pensamento preconceituoso e antiquado sobre os baianos.

A verdade é que as pessoas continuam achando que esse tipo de “brincadeira” é normal. “Olha é só brincadeira, tenho um amigo que é baiano”, “olha, não tem nada de mais”, mas tem. Xenofobia é crime e afeta principalmente o povo do norte e nordeste, por isso a mídia grande não dá tanto destaque.

Por anos, os Baianos que são chamados de “preguiçosos”, transformam atos ruins em “baianagem”, de “vagabundos”, ou até outras formas mais horripilantes de se ofender, como citar uma “falta de água” para menosprezar um povo que luta todos os dias.

Se você conhece um baiano, sabe como é sua luta, não superior, nem inferior a ninguém, é um povo batalhador, que sabe o momento de trabalhar e de curtir. A fala da Aline Bordalo é parte dessa “xenofobia estrutural” que a sociedade acha bobagem.

Que atos contra a Xenofobia ganhe destaque nas grandes mídias, sem esconde-las, sem querer minimizar elas por conta de um fato gerador. Que seja realmente abordado, e que seja criticado. E que os botafoguenses também se pronunciem contrários a isso.

Baianas lutam, baianos lutam, nordestinos lutam. Seu preconceito mata. Para as jogadoras, fica a fala de Eddie, responder em campo, com futebol e com aquilo que as credenciou a estar na semifinal do Brasileirão A-2.

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