Brasil precisa voltar a produzir camisas 10

Brasil precisa voltar a produzir camisas 10

Se o Brasil quiser voltar a ser uma das principais potências do mundo do futebol, precisa recomeçar a revelar autênticos camisas 10. Nos últimos anos, o país vem sofrendo com a queda da qualidade técnica de seus jogadores e, principalmente, com a ausência de meias criativos, que consigam cadenciar o jogo e armar os principais ataques da equipe. Será que em 2026 esse cenário poderá ser diferente? Por enquanto, as notícias do futebol não indicam que esteja havendo alguma revolução na formação dos nossos jogadores.

Quem abre mão de ter meias de qualidade, abre mão de controlar o ritmo da partidas. Nas duas últimas eliminações de Copa do Mundo, o Brasil viu de perto o que é perder o meio-campo. Se em 2018, a Bélgica era liderada por Kevin de Bruyne, em 2022 foi a vez de Modric comandar a Croácia e ajudar seu país a eliminar a seleção brasileira.

A crise de meias-armadores é tão grande no Brasil, que Tite levou apenas um jogador da posição para a Copa do Catar. O escolhido foi Everton Ribeiro, que embora não seja ruim, está muito longe dos meias que o país produzia em um passado não tão distante. Na Copa de 2010, por exemplo, o Brasil ainda tinha um camisa 10 do nível do Kaká. Oito anos antes, em 2002, Luiz Felipe Scolari pôde deixar de convocar Alex e Djalminha de tantas opções que tinha para o meio-campo.

Na Copa da Coreia e do Japão, os escolhidos foram Rivaldo, Ronaldinho, Juninho Paulista, Kaká e Ricardinho. Portanto, a crise que o país que já teve camisas 10 como Pelé, Rivelino e Zico atravessa pode ser facilmente percebida. Cabe aos responsáveis pela gestão do futebol brasileiro consertarem essa deficiência na formação de nossos jogadores.

A nova geração brasileira é talentosa, mas é composta basicamente de atacantes de lado de campo. Além disso, quase nenhum deles tem um bom poder de finalização e, por isso, apesar de jogarem na frente, marcam poucos gols. Dessa forma, para voltar a assustar os adversários e poder sonhar com o hexa, o Brasil terá de encarar esses problemas de frente e trabalhar para eliminá-los.

É inadmissível que o país que já produziu alguns dos melhores camisas 10 de todos os tempos agora sofra para encontrar um único jogador para a posição. A Copa de 2022 foi um recado claro para os nossos dirigentes e só nos cabe torcer para que eles tenham entendido a mensagem.

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