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Especial: O que há com o futebol uruguaio?

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Após eliminação do Nacional para o Botafogo, na Libertadores, o futebol uruguaio não tem mais representantes nas competições continentais em 2017

A derrota para o Botafogo, na noite da última quinta-feira(10) no Estádio Nilton Santos, não eliminou significou apenas a eliminação do Nacional na Libertadores. O Tricolor era o último clube uruguaio que estava disputando competições continentais, desde a eliminação do Boston River para o Cerro Porteño na segunda fase da Copa Sul-americana, no dia 26 de julho.

A Libertadores foi para a fase de quartas-de-final, e a Sul-americana ainda está na fase de oitava-de-final. Então, o que explica a falta de clubes uruguaios entre os 24 que disputam os dois torneios mais importantes da América do Sul?

Libertadores

A Libertadores começou com quatro equipes uruguaias em busca do título. Além dos grandes Nacional e Peñarol, Cerro e Montevideo Wanderers entraram nas fases iniciais. Na primeira fase, o Wanderers enfrentou o Universitario de Sucre.

Após derrota no primeiro jogo, dia 23 de janeiro, fora de casa, por 3 a 2, o Wanderers goleou no jogo de volta, realizado no dia 27 do mesmo mês, por 5 a 2 e se classificou para encarar o The Strongest na segunda fase. No início de fevereiro, duas derrotas eliminaram os Bohemios. Em casa, revés por 2 a 0, e fora, 4 a 0.

A esperança de ter três times uruguaios na fase de grupos ficou nas mãos do Cerro, mas duas derrotas para o Unión Española, por 2 a 3, e 2 a 0 respectivamente, mandaram para casa o Albiceleste. O semestre só não foi pior, porque o time quase conquistou o título inédito do Torneio Apertura, e hoje o clube se encontra em tranquilidade na tabela anual do campeonato nacional.

Iniciada a fase de grupos, apenas os grandes representavam o país àquela altura da competição, com o Peñarol no grupo 5 e o Nacional no grupo 7. Porém, logo na primeira rodada, o Aurinegro mostrou que a torcida não deveria confiar no título.

Jogando em Cochabamba, contra o Jorge Wilstermann, o Peñarol levou uma goleada histórica: 6 a 2. A vitória contra o Atlético Tucumán em casa na segunda rodada veio como uma luz no fim do túnel, mas que foi apagada em seguida, com duas derrotas por 3 a 2 para o Palmeiras.

Na quinta rodada, o Tucumán devolveu os 2 a 1 na Argentina, e a já eliminado, a vitória por 2 a 0 sobre o Jorge Wilstermann nada adiantou, e nem a terceira colocação para disputar a Sul-americana o time conseguiu.

Sobrou para o Nacional honrar o futebol uruguaio na Libertadores. A estreia na fase de grupos empolgou, vitória fora de casa, em cima do Lanús, que àquela altura era o atual campeão argentino. Mas já na segunda rodada, veio o sinal amarelo. Derrota em casa, para o Zulia da Venezuela, por 1 a 0. Um empate fora de casa contra a Chapecoense, seguido de uma vitória sensacional por 3 a 0 no Parque Central, animou de vez os torcedores.

Porém um empate fora de casa com o Zulia, onde o time jogou mal, e uma derrota em casa para o Lanús por 1 a 0, só não eliminaram o Tricolor da competição porque a Chapecoense por causa de uma escalação irregular perdeu os três pontos da vitória sobre os argentinos, beneficiando diretamente o Nacional.

Nas oitavas, duas derrotas para o Botafogo, sem marcar um gol sequer, 0 a 1 e 2 a 0, sepultaram o sonho dos tricolores e dos uruguaios de voltar ao topo da América.

 

Sul-americana

Na Sul Americana, Danubio, Liverpool, Defensor e Boston River representaram o país. Contudo, os três primeiros foram eliminados ainda na primeira fase.

O Danubio até devolveu os 3 a 0 no jogo da volta contra o Sport, mas foi eliminado nos pênaltis, por 2 a 4.

O Liverpool, que também enfrentou um brasileiro, tomou 2 a 0 do Fluminense no Rio de Janeiro. Na volta, 1 a 0 foi insuficiente para avançar.

Já a eliminação do Defensor foi a mais frustrante. Após empatar na altitude de Quito com a LDU por 2 a 2, e sair na frente no jogo da volta, disputado no Centenário, os Violetas tomaram a virada e também saíram da competição, após perder por 1 a 2.

O único que passou a segunda fase foi o Boston River, que após vencer o Comerciante Unidos do Peru por 3 a 1 no Uruguai, se classificou com um empate por 1 a 1 no jogo da volta. O gol marcado fora de casa, na derrota por 2 a 1 para o Cerro Porteño, deu esperanças para o Boston River para o jogo da volta, que seria disputado quinze dias depois.

O Twitter do clube recebeu apoio de torcedores de diversas equipes do Uruguai, e também de várias partes do mundo, gerando uma grande expectativa para fazer história na partida de volta. Resultado: O time foi goleado no Gran Parque Central por 4 a 1, e o país ficou sem representantes nas Oitavas-de-final.

 

Motivos?

Para Cerro e Wanderers na Libertadores, e Danubio, Liverpool e Boston River na Sul-americana, as eliminações podem ser simplesmente explicadas pela fragilidade técnica em comparação com os adversários enfrentados. Quanto a isso não há discussão. Mas o Defensor faz uma das melhores temporadas de sua história em termos nacionais, e poderia ter ido mais adiante na Sul-Americana.

Quanto ao Peñarol, somente as derrotas para o Palmeiras são aceitáveis. Mesmo assim, no jogo em Montevideo, o Aurinegro chegou a estar vencendo por 2 a 0, e permitiu a virada. Isso sem falar da histórica e vergonhosa goleada sofrida para a surpresa Wilstermann.

Um clube da grandeza do Peñarol deveria ao menos passar da fase de grupos, coisa que o Nacional conseguiu, apesar que foi fora de campo. Por fim, a derrota para o levemente superior Botafogo nas Oitavas-de-final mostra a fragilidade dos uruguaios esse ano, o que requer um maior preparo para apagar o fiasco de 2017 com campanhas dignas da história uruguaia em 2018.

 

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Samuel Bonicontro (67 Posts)


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