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Uma retrospectiva da temporada 2021–22 do Manchester United

Manchester United

Manchester United teve uma temporada 2021-22 abaixo do esperado

Antes do início da temporada 2021–22, poucas equipes geravam tanta expectativa por parte dos amantes do futebol quanto o Manchester United. Após terminar a temporada anterior com o vice-campeonato tanto da Premier League come da Liga Europa, os Red Devils anunciaram três contratações de peso: o atacante Jadon Sancho – então com 21 anos e tido como uma das promessas da seleção inglesa –, o zagueiro Raphaël Varane – campeão mundial pela França em 2018 e campeão de tudo pelo Real Madrid – e o atacante Cristiano Ronaldo – um dos grandes ídolos da história do United, pelo qual conquistou a sua primeira Liga dos Campeões da Europa.

Como bem mostra uma matéria do site TNT Sports de 27 de agosto do ano passado, a contratação de Cristiano foi o bastante para que alguns torcedores – ou simpatizantes – do clube inglês considerassem a equipe uma das favoritas à conquista da Liga dos Campeões. Mesmo àquela altura, no entanto, esse talvez pudesse ser considerado um prognóstico exagerado: uma matéria da ESPN publicada em 14 de setembro mostrava as projeções do respeitado site FiveThirtyEight para a edição 2021–22 da principal competição entre clubes da UEFA, e ali havia pelo menos outras seis equipes à frente do United — cujas chances de título seriam de aproximadamente 5%.

Quando tudo começou a correr mal

Ainda assim, parecia haver bons motivos para acreditar na conquista de pelo menos um troféu na temporada. Afora os reforços mencionados, os Devils contavam com atletas como o brasileiro Fred, o francês Paul Pogba e o português Bruno Fernandes. Além disso, a equipe então treinada pelo norueguês Ole Gunnar Solskjær começou bem a Premier League, com três vitórias nas quatro primeiras rodadas. E, como pode ser visto num texto do nosso site de 28 de setembro – um dia antes do primeiro duelo com o Villarreal pela fase de grupos da Liga dos Campeões –, Cristiano Ronaldo marcou quatro gols em seus três primeiros jogos no retorno ao clube.

É verdade que ainda em setembro a equipe sofreu três derrotas, e uma delas – contra o West Ham, no dia 22 – resultou na eliminação na estreia na EFL Cup. Contudo, esses três revezes foram pela diferença mínima de gols, e em apenas uma ocasião – contra o Young Boys, da Suíça, no dia 14 – o Manchester United havia sido vazado mais de uma vez em uma mesma partida. Por isso foi tão surpreendente a derrota de 14 de outubro fora de casa para o Leicester City por 4 x 2, e ainda mais surpreendente a derrota de 24 de outubro em casa para o Liverpool por 5 x 0.

Essa goleada aplicada pelos Reds em pleno Old Trafford — o maior triunfo do Liverpool no estádio do Manchester United, de acordo com o site da CNN Brasil — provavelmente será lembrada como o momento decisivo da temporada do clube. A partir dali, a permanência de Solskjær foi tornando-se cada vez mais difícil de se sustentar, e à derrota por 2 x 0 no clássico de 6 de novembro com o Manchester City – jogo este também realizado no Old Trafford – seguiu-se a derrota por 4 x 1 para o Watford e a demissão do técnico norueguês. 

Perspectivas para 2022–23

Para não tornar esta retrospectiva detalhada demais, basta lembrar que os Devils — atualmente comandados pelo alemão Ralf Rangnick — fizeram sua pior campanha de sempre na Premier League e foram eliminados na quarta fase da FA Cup e nas oitavas de final da Liga dos Campeões. Como se explica, então, que entre os prognosticadores profissionais as perspectivas sejam de relativo sucesso para a temporada que vem? Sim, porque em 11 de maio o Manchester United era o quarto mais cotado na Betway, site de apostas em futebol, para vencer a Premier League 2022–23 — o retorno oferecido era de 21,00, contra 1,66 do Manchester City, 3,25 do Liverpool e 15,00 do Chelsea.

A resposta para a pergunta feita acima tem nome e sobrenome: Erik ten Hag. Após anos comandando de forma brilhante o Ajax, o holandês assumirá como novo técnico do United a partir de julho deste ano. A missão é aparentemente simples: transformar os seus muitos jogadores talentosos – alguns dos quais ainda estão para chegar – numa verdadeira equipe. Difícil mesmo será convencer nomes como Cristiano Ronaldo a permanecerem em um clube que não disputará nem mesmo a próxima edição da Liga dos Campeões. Se conseguir isso, pode-se dizer que Ten Hag já terá realizado uma façanha e tanto.

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