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Opinião: Tsonga, uma representatividade

Tsonga

Tsonga aposentou e demonstrou a grandeza de sua carreira em ações

É muito estranho falar sobre os jogadores após o término de suas carreiras. Hoje eu vim aqui falar sobre Jo-Wilfried Tsonga, que se aposentou nessa terça (24) diante de Casper Ruud. Mas as palavras que vocês vão ler é sobre a representatividade.

De Jo, de origem congolesa, negro, francês e que muita das vezes foi diminuído por motivo nenhum aparente. Talvez por ele ser uma representatividade muito forte dentro do esporte que trabalhou durante quase sua vida inteira. Ele venceu 18 títulos de simples em ATP, venceu o Big 3. Bateu o Federer na grama, o Djokovic na Austrália, foi finalista de finals, campeão da Copa Davis, mas mesmo sem precisar vencer, ele já é uma representatividade.

Uma representatividade contra o racismo e suas várias formas dela. Ao lado de Gael Monfils, Serena Williams, Venus Williams, Frances Tiafoe, Thiago Monteiro, eles mostraram para a geração Z e Millenium que pessoas negras podem chegar longe no tênis. Isso sem citar o gigante Arthur Ashe ou Yannick Noah.

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Roland Garros/Twitter oficial

Num esporte elitizado em todo mundo e caro de se atuar, ser diferente é assustador as vezes. Você pode fazer o seu  100%, mas por ser diferente você precisa fazer mais que isso. Mas esse marcou a história de Roland Garros sem ter vencido ele. Pois, para ser grande não é necessário vencer slam, para ser grande basta ser o seu melhor.

O tênis agradece os esforços de Jo-Wilfried Tsonga até no dia da sua despedida, contra um top 10 que é especialista no saibro. Levou a 4 sets, e seria 5 se ele não tivesse sofrido uma lesão na hora de sacar para a quarta parcial. Mas olha, que impressionante a garra de quem jogou o seu último game na carreira, vindo as lágrimas.

Esse Roland Garros ainda pode fazer história de outras formas. Mas essa, já foi uma delas. Valeu Jo!

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