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Lucão Reis conversa exclusivamente com Esportes Mais

Esportes Mais entrevista o goleiro Lucão do CRAC de Goiás exclusivamente

Lucas Reis da Silva Belém, mais conhecido como Lucão ou também como Lucas Carioca, tem 21 anos e começou sua carreira no Olaria do Rio de Janeiro. Jovem, o goleiro jogou 2016 pelo Rio São Paulo, da terceira divisão carioca, e em 13 jogos sofreu apenas oito gols, sendo assim o segundo menos vazado da competição. Jogará em 2017 no Crac de Catalão, estado de Goiás. Confira a conversa que tivemos com Lucão:

Esportes Mais: Como foi sua trajetória até se tornar jogador profissional?

Lucão: Foi difícil, eu até brinco as vezes com meus amigos, familiares, falo que desde pequeno fui viciado em bola de futebol, não tive brinquedo, boneco, só foi bola. Brinco as vezes também, falo né, que nunca soltei pipa na vida, só criado com bola. Comecei a jogar como jogador de linha, jogava futebol de areia, morava em Copacabana no Rio, e a partir dos meus sete anos de idade eu já comecei a jogar, até os dez anos de idade, foi bom pra caramba.
Aí fui pegando mais idade, onze, doze, treze, começava a jogar futebol com os amigos, juntava a galera e marcava um futebolzinho no aterro do Flamengo, quadra de futsal, e a rapaziada sempre me empurrava pro gol, aí o pessoal começou a falar que levo jeito. Como meus amigos falaram eu investi.
Fui pra escolinha com 14 pra 15 anos, a escolinha do Vasco no aterro do Flamengo, o treinador era o Júlio Brasil. Fomos treinando, jogando campeonato, ganhando, e o treinador viu que eu levava o jeito pra coisa e me pego pelo braço, carregou no colo e me levou pra fazer teste. Aí a escolinha tinha parceria com o núcleo do Vasco, o clube. Fiquei lá dois meses, não passei, peguei ótimos profissionais. Dali fui pro Fluminense, fiquei quatro meses e não passei, mas fui aprendendo. Aí fui pro Olaria, cheguei em uma segunda-feira, quarta já fui aprovado e sábado já estava jogando entre os titulares, então dali foi minha carreira toda, sou cria ali do Olaria, fui subindo de categoria, com 16 anos assinei meu primeiro contrato profissional, jogava pelo juniores e treinava no profissional.
Ali a gente passa por coisas muito chatas, umas decepções sabe? Peguei ali uma comissão que eu adorava, tinha um monte de cria da base, mas só que depois foi mandado todo mundo embora, mudou a gestão, mudou o presidente, veio outro pessoal. O pessoal que era cria da base foi mandado embora, eu suportei um pouquinho mas depois também fui mandado embora. Dali que dei um salto gigante, fui pro Sampaio Corrêa do Maranhão.
No Sampaio Corrêa fiquei um ano, na época tava indo pra copinha, foi muito boa a experiência, peguei ótimos profissionais lá. Dali só fui aprimorando, aprendendo, escutando, convivendo com bons goleiros, como o Felipe Rocha, Henrique, Dida Pompel, Milton Rafael que era do Botafogo, Rodrigo Ramos, ótimo goleiro. Também sofri com injustiça, chegou outro goleiro, mal tinha treinado mas o empresário pagou pra ele jogar, então fiquei de sobre aviso na copinha e nisso, como tava de sobre aviso eu tava no Rio, com meus familiares. Acabou a copinha, voltei pra São Luís, fui treinando no profissional, sendo que tinha cinco goleiros, contando comigo, e tinha um que ia voltar de empréstimo. Ali os juniores não iam jogar mais nada, usavam mais o juvenil que os juniores, então ali acertei as contas, falei com o presidente e acabei retornando pro Rio.
Aí quando voltei fiquei dois meses parado, ficava esperando a oportunidade e não aparecia, tava quase parando de jogar, mas tive o apoio da minha família, da minha mãe que sempre batalhou por mim, de amigos. Fui tendo coragem de suportar e graças a Deus conheci o pai do Julio Cesar, lateral do Vasco, que é empresário dele também, e abriu uma porta pra mim, sem assinar contrato nem nada. Falou pra que eu fosse lá no Esporte Clube Rio São Paulo, da terceira divisão, time pequeno. Cheguei lá, fiz um bom trabalho, peguei bons preparadores que me ajudaram e fizeram com que eu melhorasse cada dia mais. Fui pro campeonato, jogamos Copa Rio e série C, brigando para subir pra série B, chegamos nos playoffs. Fomos abençoados com a defesa menos vazada junto do goleiro do São Gonçalo. Daí fui fazendo bons jogos, pessoal elogiando bastante. Teve um jogo contra o Serrano, melhor jogo da minha vida, porque mesmo perdendo de 1 x 0, do primeiro tempo até o final do jogo só deu eu. Ali veio a oportunidade de vim pro Crac de Catalão, ali aceitei a proposta na hora e estou aqui.
Foi muito difícil, também uma posição muito rigorosa. Goleiro joga só um então é muito difícil.

Lucas Carioca no treino do Crac-GO

Esportes Mais: Você vem do Rio São Paulo, terceira divisão carioca, com boas apresentações e como consequência foi contratado por um time de maior expressão. Como foi a temporada 2016 pra você?

Lucão: Depois do que comentei ali, passado por más coisas, não ter sido aproveitado, foi bem meu 2016 sim, só fiquei fora de dois jogos na temporada, fui contratado por um time que aqui onde estou é muito comentado, tem uma torcida muito boa, apaixonada e tá sendo muito bom, experiência nova que estou passando.

Esportes Mais: Você é novo, tem 21 anos, quais seus planos para o futuro de sua carreira?

Lucão: Seguir minha carreira, gosto demais do que faço, amo, todo dia respiro isso. Ir trabalhando aí, ser reconhecido futuramente e quem sabe uma seleção também no futuro. Tudo vem a partir do trabalho a ser executado, depois de fazer uma boa campanha, uma boa partida ser reconhecido. Vou continuar minha batalha, lutando por um objetivo.

Esportes Mais: O Crac lutou contra o rebaixamento na última temporada, como está a preparação e quais os planos para esse ano que está por vir?

Lucão: A preparação tá sendo boa, treinamento integral, manhã e tarde, tá sendo muito puxado, nos apresentamos dia primeiro e nosso primeiro jogo é dia 29. Tá sendo pegado, bastante intenso. Nosso plano é os melhores possíveis, conquistar o título do Goianão, quem sabe também disputar a série D do brasileiro com uma boa campanha também. O elenco tá bom, bons jogadores e com certeza vamos alcançar nosso objetivo no estadual.

Esportes Mais: Você tem algum ídolo em quem se inspira para crescer no futebol? Quem?

Lucão: Tenho boas influências de ídolos, sou bem fã do Rogério Ceni, monstro no futebol. O Marcos também, São Marcos, no jogo contra o Serrano fui até comparado com ele, porque sou careca também, o cara que me entrevistou me chamou de São Lucas. São ótimos goleiros que fizeram história. E o Taffarel também, ótimo goleiro, ídolo do Brasil.

 

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