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Entrevista: Confira como é torcer para um clube inglês

Cassio – Capa

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O Esportes Mais buscou mostrar para os leitores como é torcer para um clube lá na Inglaterra, confira a entrevista com um torcedor do West Ham

A nossa equipe conseguiu entrevistar Cassio Amaral, um dos integrantes da Hammers Brasil. A página, criada e administrada por brasileiros, traz conteúdo sobre o West Ham. Sobre o entrevistado, ele nasceu em Caxias do Sul e, além de torcer para os ingleses, é torcedor do Grêmio. Além disso, tem um grande carinho por seu clube natal, o Juventude. Atualmente, trabalha como chef de cozinha em um restaurante do sul de Londres.

Confira agora como foi a entrevista, dividida em duas partes (pessoal e da página):

Primeira parte – Pessoal

Esportes Mais – Qual foi seu primeiro contato com o futebol inglês?

Cassio Amaral – Na verdade o meu primeiro contato com o futebol inglês foi quando eu ainda era pequeno, pois os meus irmãos acompanhavam muito o futebol europeu, então volta e meia eu ouvia sobre os times da Inglaterra, em especial no Arsenal e no Middlesbrough. Mas meu contato cresceu mesmo após a minha primeira vinda à Inglaterra em 2004.

 

Esportes Mais – Como você conheceu o West Ham?

Cassio Amaral – Tudo aconteceu numa mesa de bar. Em 2004, quando estive aqui pela primeira vez, após um dia de trabalho, eu e o meu cunhado passamos num pub para tomar algumas cervejas. Nesse dia, alguns jogos estavam passando em três diferentes tv’s desse pub. Como nós sempre fomos muito ligados em futebol, o meu cunhado me deu a ideia de que estava mais do que na hora de escolhermos um time na Inglaterra para torcer. Com isso, eu sugeri para ele que poderíamos escolher entres os times que estavam jogando naquela noite, e ele concordou. Então, na primeira TV que eu botei o olho estava passando o jogo do West Ham, aí eu falei para ele “já sei, a partir de hoje o West Ham United é o meu Time”.

 

Esportes Mais – Como é, para você, torcer pelo hammers?

Cassio Amaral – Cara, depois que tu escolhe um time para torcer e seguir, a paixão só vai aumentando. Torcer para o West Ham é algo que eu tenho junto à minha família, quando eu não estou com a minha mulher e filha, eu estou no estádio seguindo o time.

Cassio na estreia do London Stadium, contra a Juventus. Foto: Arquivo pessoal

 

Esportes Mais – Qual foi e como foi ver o primeiro jogo do West Ham no estádio?

Cassio Amaral – Meu primeiro jogo do West Ham foi contra o Swansea em Dezembro de 2014. Foi algo que para mim foi incrível, eu já era membro do clube mas até então eu não tinha conseguido ir no estádio (na época minha vida era muito corrida). Mas tenho muito vivo aquele dia na minha cabeça, lembro também o dia que eu comprei o ingresso, paguei £15 para ficar no East Stand. No dia do jogo, eu não conseguia tirar da minha cara o sorriso e felicidade que eu estava. Lembro que eu ficava cuidando os torcedores a forma que eles se comportavam, a forma que eles chegavam no estádio, até mesmo o que bebiam e comiam.

Assim que eu entrei no estádio, eu chorei, dava risada não conseguia acreditar que eu estava sentando naquelas arquibancadas. Na hora eu viajei no tempo e me encontrei sentado no sofá da casa da minha avó no Brasil, pois toda a vez que algum jogo do West Ham iria ser transmitido, eu ia até a casa dela assistir, e eu sempre olhava pela TV o estádio, os torcedores e pensava: “algum dia estarei sentado lá” e foi isso que aconteceu. Tenho até hoje salvo e vídeo da entrada dos jogadores em campo, e lembro que ganhamos de 3×1, com dois de Carroll e um de Sakho, e eles descontaram com um gol do Bony.

 

Esportes Mais – Qual o melhor momento dos Hammers que você já presenciou? Seja pela TV ou no estádio.

Cassio Amaral – O jogo contra o Liverpool, ano passado, pela FA Cup. Foi inesquecível aquele jogo, acho que foi o jogo mais emocionante. Lembro que o Antonio fez o primeiro gol, e depois o Coutinho empatou para o Liverpool. O jogo seguiu empatado até o fim, e foi para prorrogação, e também já estava indo para os pênaltis. O estádio estava lotado, pegando fogo. Eu nunca gostei de assistir pênaltis, tanto que já estava até me levantando para ir embora. Então, um senhor que tava do meu lado perguntou: “está indo aonde?”, eu disse “estou indo ali atrás da arquibancadas, eu não consigo ver pênaltis”, então ele ele respondeu “Não não, fica aí que nós vamos ganhar, aqui é West Ham”.

Lembro que o Valencia estava com a bola, próximo ao canto do campo, e o Lucas Leiva cometeu uma falta nele. Eu estava bem próximo do campo naquele dia. O Payet foi cobrar a falta, já estava com 121 minutos, e o estádio em silêncio, todos apreensivos, era a última bola do jogo. Então, ele cobrou na área, o Obgonna subiu e cabeceou pro gol. Cara, aquele estádio explodiu e o senhor falava para mim “Eu te falei, eu te falei”. Foi totalmente incrível aquele jogo, para mim foi o melhor de todos.

 

Esportes Mais – Você pôde ir no último jogo em Upton Park?

Cassio Amaral – Devido ao meu trabalho, não pude ir ao último jogo. Mas o meu último jogo lá foi contra o Watford, ganhamos de 3×1, com dois gols do Noble. Foi a minha despedida do estádio, mas depois já fui várias vezes lá, até mesmo quando estavam demolindo. Bom, as duas lembranças que tenho mais carinho são contra o Swansea, meu primeiro jogo, e contra o Watford, meu último.

Cassio em um dos últimos momentos do Boleyn Ground. Foto: Arquivo pessoal

 

Segunda Parte – Hammers Brasil

 

Esportes Mais – A ideia de fundar a Hammers Brasil foi sua ou já existia? E qual o seu papel nela?

Cassio Amaral – Então, eu nunca tive a ideia de criar, participar ou administrar alguma página de time, até porque aqui eu sou muito solitário. Apesar de ter alguns amigos torcedores do Arsenal, gosto de ir sozinho ao estádio. Pois, posso ir quando eu quiser, sair quando quiser, tomar o quanto eu quiser (risos) e fazer o que eu quiser, sabe?

Eu conheci um rapaz do Rio de Janeiro, conversamos bastante e ele me colocou num grupo sobre futebol inglês e lá conheci outros torcedores do West Ham. Então, eles me incluíram num grupo do whatsapp sobre o clube, e começamos a conversar, viramos amigos e em dia de jogos, eu fazia vídeos e mandava para eles. Foi quando conheci o Rodrigo Rocha, um dos administradores do grupo, e ele me chamou para fazer parte de uma página já existente, que chamava West Ham Brasil. Fizemos um trabalho bacana lá, postando vários vídeos e notícias da equipe, mas tivemos um desentendimento com o dono da página e saímos dela.

Então, numa conversa com o Rodrigo, ele teve a ideia de criar a Hammers Brasil, fora nós dois, tínhamos mais três pessoas. São todos torcedores fanáticos (risos), um deles já tinha morado na Inglaterra, inclusive era torcedor há mais tempo que eu. E daí surgiu a Hammers Brasil, e a gente vem levando ela para frente desde 2014.

Renato (à esquerda) e Rodrigo (à direita) são uns dos fundadores da Hammers Brasil. Foto: Arquivo pessoal

Não temos uma função específica na página, mas somos em cinco administradores, mais um moderador e um editor de imagens. Entretanto, cada um tenta fazer o melhor para tentar levar o nome West Ham cada vez mais para o Brasil, até porque a mídia não ajuda muito, dando sempre prioridade aos times bem financeiramente. Por isso, os times grandes possuem mais torcedores no país. Se tivéssemos mais atenção da mídia, com certeza teríamos mais torcedores do West Ham, no Brasil.

Para fechar sobre essa parte, devido a minha vida ser muito corrida, é complicado estar participando o tempo todo. Mas a maioria dos jogos que eu vou, sempre tento fazer live, fazer vídeos e tentar compartilhar o máximo possível e contar como é a vida de um torcedor aqui na Inglaterra.

 

Esportes Mais – O quão longe pretende ir com a torcida aqui no país?

Cassio Amaral – Nossa intenção sempre foi aproximar cada vez o time das pessoas aí no Brasil. Como tá dando resultado, trazendo novos torcedores, fazendo as pessoas conhecerem o clube, estamos tendo contato com o clube, e já estamos próximos de nos oficializarmos como uma página de torcedores do West Ham, fora da Inglaterra. Com o tempo, queremos facilitar a compra de ingressos, a vinda de alguns torcedores, para ter algum contato com o time. Hoje, quando alguns torcedores vêm para a cá, eles acabam me procurando, e conseguimos apresentar um pouco mais do clube para eles.

Cassio com um dos produtos da Hammers Brasil. Foto: Arquivo pessoal

Queremos ir com eles até onde for possível, para divulgarmos cada vez mais sobre o West Ham.

 

Esportes Mais – Para fechar quanto ao clube, quais suas expectativas para a equipe nesta temporada? Acredita no título da EFL Cup?

Cassio Amaral – Minha expectativa para a temporada é não sermos rebaixados para a Championship. E quanto a Copa da Liga, creio que temos chances de passar do Arsenal, mas é muito difícil falar que o time tem chances de ser campeão.

 

Você pode seguir a página lá no Facebook

O objetivo da entrevista foi tentar mostrar a vocês como é torcer para um time inglês que não tem tanta visibilidade. Assim como o entrevistado, sou torcedor da equipe e sofremos bastante por não sermos um dos considerados grandes. Entretanto, o que nos move é a paixão pelo clube e a esperança de bons resultados.

Facebook: Hammers Brasil

 


 

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Jorge Ribeiro (63 Posts)

Futuro jornalista. Esportes Mais é o poder.


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