Alfaro definiu atuação do Paraguai como “extraordinária”, mas pede que elenco mantenha o foco para seguir avançando na Copa
Nessa segunda-feira (29), o Paraguai eliminou a Alemanha da Copa do Mundo. Após empate por 1 a 1 no tempo normal e 0 a 0 na prorrogação, vitória nos pênaltis, por 4 a 3, após seis cobranças de cada lado. Foi uma noite brilhante do goleiro Orlando Gill, que defendeu dois chutes dos alemães.
Em entrevista coletiva após a classificação paraguaio, o técnico argentino Gustavo Alfaro exaltou a atuação dos seus comandados:
“Eu vivi a partida com muitíssima intensidade, como todos. Foi um jogo carregado de tensão, do princípio ao fim, porque sabíamos que em frente tínhamos um dos grandes candidatos ao título, um rival de enorme hierarquia e que, na prévia, aparecia como favorito”, expressou o treinador.

Alfaro destacou que seus pupilos “entenderam perfeitamente quais eram as necessidades do duelo e sofreram um desgaste enorme para impedir que a Alemanha encontrasse os espaços e desenvolvesse o seu jogo. É certo que nos faltou alguma coisa a mais, porém as condições da partida foram muito exigentes. A temperatura é alta e o esforço permanente para recuar e fechar espaços muitas vezes nos tirou a energia para atacar”, explicou.
Alfaro lembrou que antes do jogo havia dito que se fossem “capazes de assegurar a primeira bola, romper a pressão rival e obrigá-los a defender, íamos ter oportunidades para machucá-los r isso foi extamente o que aconteceu na jogada do gol do Julito (Enciso). Depois do empate alemão, a equipe voltou a demostrar uma enorme fortaleza. Resistiu com muita personalidade até o final. Parece que se não sofremos, não vale. Tivemos que chegar até o sexto penal para conseguir a classificação”, detalhou o comandante.
O argentino dedicou o triunfo ao povo paraguaio e adverteu que seus atletas “devem seguir mantendo a fé, convicção, humildade e simplicidade de saber que tudo nos custa muito. Se nós supervalorizamos esta vitória, erraremos. É uma vitória épica sim, mas se continuarmos sem nos sacrificar até não poder mais, não vamos conseguir seguir avançando”, advertiu.