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Alessandro Moreno analisa trajetória e projeta o retorno do futebol sul-mato grossense

Após bom começo, Alessandro Moreno contou sobre a sua trajetória e projetou a volta do futebol sul-mato grossense

Em entrevista, Alessandro Moreno, volante do Comercial-MS, comentou sobre o difícil começo de carreira e a ascensão nos últimos anos. Além disso, a pandemia também é assunto, junto com a expectativa para a continuidade da temporada na volta do futebol.

Ao falar do começo, Moreno diz o pai foi muito importante na sua formação enquanto jogador. O amor pelo futebol, como na maioria das vezes, surgiu com essa influência paternal, que o levou não só para os gramados, mas a ter amor pelo esporte:

“Comecei a ver futebol aos quatro anos de idade. Nessa época eu já brincava com a bola. Meu pai era jogador profissional aqui no estado (Mato Grosso do Sul) e eu ia para a beira de campo. Quando ele jogava amador eu também ia junto, queria sempre estar junto e foi aí que começou a paixão pelo futebol.”

Os primeiros passos no futebol

Até mesmo os grandes astros possuem começos difíceis. Muitas vezes, faltam condições básicas de treinamento para que os primeiros passos sejam dados da forma mais correta. A batalha de Moreno não foi nada diferente disso:

“Quando fiz sete anos de idade, entrei numa escolinha do bairro, onde eu moro até hoje, e tinha um senhor que ‘dava uma escolinha’. A gente treinava ali, mas não fazia fundamento nem nada, era mais uma noção mesmo.”, iniciou.

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Foto: reprodução

“Aos dez anos, eu fui para uma escolinha de salão, a escolinha Pelezinho, muito conhecida em Campo Grande. Foi lá que comecei a ser lapidado e fazer os fundamentos todos certinhos. Mais adiante, quando eu estava de 11 para 12 anos, eu fui para um clube melhor, o CENE (Clube Esportivo Nova Esperança), time profissional daqui, bem conhecido, mas que acabou falindo anos atrás.

CENE foi o clube que revelou alguns jogadores importantes para o futebol, como Keirrison, que posteriormente estourou no Coritiba e foi parar no Barcelona. O trabalho de lapidação de talentos da equipe era um dos destaques da região e isso foi importante no processo de Moreno. Buscando oportunidades no futebol, o volante decidiu deixar a terra natal e aventurar-se em outros centros futebolísticos:

“Já aos 15 anos, eu fiz uma peneira aqui e fui para o interior de São Paulo, jogar no Linense. Lá, fiquei seis meses e, ainda com 15, voltei para o Mato Grosso do Sul, onde cheguei ao Sete de Dourados (Clube Desportivo Sete de Setembro).

No Sete, o primeiro título. Após essa conquista, Moreno foi campeão estadual sub-15 e, aos 16, chegou no Clube Recreativo Maravilha, de Santa Catarina. No sul do país, o jogador ficou até os 17, onde disputou campeonatos estaduais e outras competições na base.

De volta ao Mato Grosso do Sul, Alessandro Moreno foi vice-campeão pelo Comercial Sub-19, onde conseguiu a consequente classificação para a Copa São Paulo de Futebol Jr, principal competição de base do país. O Comercial acabou eliminado na fase de grupos, mas o desempenho do jogador chamou a atenção do time principal:

“Como fiz bons jogos lá (na copinha), a diretoria me subiu para o profissional.” – disse.

A estreia no profissional logo em um clássico

Pela pouca idade e com o time possuindo boas peças na posição, Alessandro Moreno ficou apenas treinando, até que chegou a grande oportunidade da carreira:

“Ia ter um clássico aqui, o conhecido ‘comerário’, em que os dois clubes mais conhecidos do estado se enfrentam. O volante titular havia se machucado e o outro reserva já estava no departamento médico. Eu era a quarta opção, mas, por treinar forte, o professor Mário Tilico (treinador, ex-jogador do São Paulo), me escalou como titular neste clássico. Foi minha estreia no profissional.”

Além do clássico, havia o peso de vencer, já que o Comercial buscava uma classificação para a próxima fase. A boa estreia dele garantiu a vitória e também confiança para o futuro:

“A gente precisava ganhar o jogo e, graças a Deus, eu fui bem na estreia. Ganhamos de 1 a 0. Muitas pessoas achavam que eu iria ‘amarelar’, mas fui muito bem. Joguei como se não tivesse peso nenhum. Depois daquele jogo, eu comecei a ir para o banco, já que o outro volante voltou e recuperou a posição. Normal para a pouca idade que eu tinha”.

2019, pandemia e recomeço em 2020

Em 2019, Moreno jogou o estadual sub-19 pelo Comercial, mas o time não foi bem e o objetivo de jogar a Copinha mais uma vez não foi alcançado. Após jogar lá, ele foi para Santa Catarina, onde tornou-se vice-campeão. Mas a relação quase que umbilical de Moreno com o Mato Grosso do Sul faz muita diferença. De volta ao Comercial, Moreno comenta as atuações:

“Esse ano fui titular de quase todos os jogos. Fiquei de fora um, por suspensão. Fiz bons jogos mesmo, tinha três assistências no campeonato mesmo sendo um volante com apenas 21 anos de idade. Com a pandemia, paramos, até tinham umas propostas de fora, mas resolvi me dedicar para o Comercial em mais uma temporada”.

Por vezes, o futebol não oferece todas as oportunidades. Sempre que possível, Moreno demonstrou seu potencial e, não à toa, tem o respeito por onde joga, mesmo com pouca idade. Com 21 anos, o jovem jogador tem objetivos para serem alcançados e um bom futebol para oferecer ao time do Comercial.

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