
África leva nove de seus dez representantes ao mata-mata e é a mudança geopolítica mais significativa na Copa do Mundo de 48 países
Finalizada a fase de grupos da Copa do Munso de 2026, restam 32 seleções na briga pelo título. Comparando aos 32 selecionados que estiveram no Catar, na última edição, em 2022, a conclusão é o “despertar” da África.
Nove das dez seleções seguem na disputa representando o continente. Somente a Tunísia já caiu fora (e com a pior campanha entre todos os 48 participantes).
A CAF é a Confederação mais beneficiada com o novo sistema, pois praticamente dobrou o número de passaportes com respeito a quatro anos atrás. É o segundo continente com mais representantes, atrás da Europa, com 13, curiosamente o mesmo número que começou a Copa anterior.
Completam a segunda fase cinco selecionados da Conmebol (uma a mais que no Catar), os três anfitriões da Concacaf (um a menos que a anterior) e somente duas da Ásia. A confederação asiática experimentou um retrocesso. Eram seis entre os 32 de 2022. Agora, em 2026, começaram nove, mas sete já caíram fora.
Portanto, a Europa está “congelada”. E a América segue igual, com uma diferença: um vaga da Concacaf passou para a Conmebol.
O que parecia ser uma façanha — uma seleção africana chegar às quartas de final de uma Copa, como fez Camarões em 1990 — começa a ter a expectativa de se normalizar. Marrocos já foi semifinalista em 2022.
Com relação à porcentagem, a África teve um aproveitamento de 90%, contra 83% da Conmebol e 81% da Europa. A Concacaf ficou com 50%. A Ásia, apenas 20%. E a Oceania, zero.