Max: “Inesquecível”, sobre primeiro título Mundial de vôlei com a Seleção

Legenda: Max e Nalbert pela Liga Mundial de 1996 Foto: Gazetta/Press

Campeão Mundial com a Seleção, Max relembra trajetória que iniciou no SESI

Quase três décadas depois do primeiro título Mundial com a Seleção Brasileira, o ex-jogador de voleibol, Max Pereira, destacou em entrevista exclusiva ao Esportes Mais um dos momentos mais importantes de sua carreira. Conquistando a Liga Mundial em 1993, o oposto relembra a campanha que foi coroada com o Ouro, diante da Rússia, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo.

CARREIRA

Natural de Bauru, interior de São Paulo, Max teve passagem por dez clubes, entre eles agremiações do Brasil e do Japão. Iniciando em 1987 na Luso Bauru, o atleta jogou na cidade natal até 1990, ano em que se despediu e foi para a AABB de Brasília, conquistando ascensão nacional e chegando até a Seleção Brasileira, em 1992.

Max, em 2019, presenteou o ex-Prefeito de Iacanga, Ismael Boiani, com uma camisa do Toyoda Gosei, equipe do Japão em que jogou Foto: Divulgação/Prefeitura de Iacanga

Na sequência vestiu as camisas de SESI (1994 – 1995), Report/Suzano (1995 – 1996), Frangosul Ginástica (1996 – 1997), Report/Nipomed/Suzano (1997 – 1998), Unincor-MG (1999 – 2000), Vasco da Gama (2000 – 2000), Toyoda Gosei-JAP(2001 – 2002) e encerrando sua carreira no NEC Blue Rockets-JAP (2002 – 2006).

O bauruense frisa que foi a realização de um sonho vencer a Liga Mundial. “Quando iniciei no SESI jamais poderia sonhar chegar aonde eu cheguei. Foi a realização de um sonho”, enaltece Max.

PRIMEIRO TÍTULO MUNDIAL

Até conquistar o primeiro título mundial de sua carreira, Max já havia disputado com a seleção a Liga Mundial em duas oportunidades, ambas na Itália. Em 1991, na capital italiana, Milão, e 1992, em Gênova, nas duas temporadas o Brasil ficou na quinta colocação.

No ano seguinte veio a redenção. A edição de 93 contou com a presença de 12 seleções, divididas em dois grupos de seis. Sorteado na chave A, o Brasil enfrentou Estados Unidos, Alemanha, Japão, Grécia e Rússia. Já na chave B, China, Coréia do Sul, Cuba, Finlândia, Itália e Holanda completaram o chaveamento.

Na primeira fase a seleção comandada por José Roberto Guimarães conquistou a segunda colocação do grupo, atrás somente da poderosa Rússia com um ponto a menos na classificação. Desta forma, garantiu a vaga para a semifinal.

Realizada no Brasil, a fase final aconteceu em São Paulo. O anfitrião venceu a Itália por 3 a 0. E do outro lado da chave, os russos também avançaram à final após conquistarem o triunfo diante de Cuba por 3 a 1.

Após uma primeira fase difícil em duelos contra a Rússia, os brasileiros sabiam que não seria fácil conquistar o título, principalmente por terem sofrido duas derrotas, ambas por 3 a 1, no início do torneio.

Com o Ginásio do Ibirapuera completamente lotado, o Brasil conquistou o primeiro título da Liga Mundial após vencer os russos por 3 a 0, parciais de (15-12; 15-13 e 15-9).

CAMPEÃO AO LADO DE ÍDOLOS DO VOLEIBOL

Completando um dos elencos mais fortes da história da seleção, o camisa 10 esteve ao lado de Carlão, Giovane, Tande, Maurício Lima, Paulão e Marcelo Negrão.

“Foi uma competição altamente técnica e forte. Enfrentamos seleções de alto nível como a Itália, Holanda, Cuba e até a Rússia. Conquistar o título de 93 dentro do Brasil foi inesquecível e indescritível”, destacou o campeão mundial.

ATUALMENTE

Após se aposentar como jogador, atualmente Max é técnico do Voleibol Iacanga, cidade localizada a 392 quilômetros da capital paulista. Na comissão técnica desde a última temporada, o bauruense conquistou em 2019 a medalha de prata da Segunda Divisão dos Jogos Abertos do Interior, em Marília.

O Coordenador do Vôlei Iacanga, João Henrique Ramos, enfatiza a importância de ter Max no projeto. “É uma honra tê-lo conosco. Com a chegada dele, sua história, bagagem esportiva e currículo, engrandeceu muito o projeto, principalmente nossa cidade, pois a repercussão com a presença dele aqui é muito maior”, destaca.

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