Opinião: A convocação da Seleção Brasileira foi um grande espetáculo

O show que foi a convocação da Seleção Brasileira
O show que foi a convocação da Seleção Brasileira – ChatGPT

É comum que a convocação da Seleção Brasileira atraia os holofotes do mundo todo, pois se trata de uma das seleções mais importantes do planeta e pentacampeã mundial. Além do mais, o Brasil conta com jogadores de nível midiático, que atuam nos grandes centros do futebol europeu, além do treinador multicampeão Carlo Ancelotti.

Porém, a CBF preparou algo inédito e espetaculoso, até mesmo para a Seleção Brasileira, para anunciar a convocação dos 26 jogadores que disputarão a Copa do Mundo de 2026.

A civilidade de uma convocação

A convocação da Seleção Brasileira é um dos eventos mais esperados pelos torcedores. Antes do treinador anunciar a lista final de jogadores que vão disputar a Copa do Mundo, era normal aquele frio na barriga, por conta da expectativa para saber se esse ou aquele jogador iria ou não para o mundial.

As convocações historicamente contavam com grande estrutura, ampla cobertura da imprensa e a presença de jornalistas do mundo todo. As listas de jogadores eram anunciadas de uma maneira mais jornalística, digamos assim, com uma entrevista coletiva e o treinador lendo nome por nome em frente às cameras, isto em tempos mais recentes.

Depois da lista anunciada, o técnico respondia às perguntas dos repórteres, principalmente acerca dos jogadores badalados que não eram convocados. Zagallo e Felipão, por exemplo, o fizeram em 1998 e em 2002, por conta da ausência do baixinho Romário.

Hoje em dia, as grandes seleções da atualidade, como França, Inglaterra, Alemanha e Portugal seguem o mesmo padrão, com entrevista coletiva e formalidade jornalística. Com boa estrtura, mas nada de espetáculo.

O mega show que foi a convocação da Seleção Brasileira

Antes de entrar no “Museu do Amanhã”, local onde foi realizada a convocação no Rio de Janeiro, o técnico Carlo Ancelotti parecia um pop-star, cercado de torcedores, fãs e seguranças. Esta foi a sua postura desde que chegou ao Brasil, comparecendo à eventos e acenando para tudo quanto era oportunidade de fazer gracejos com o público brasileiro. Cerveja gelada, carnaval e churrasco foram os pratos principais do italiano.

Dentro do local do evento, o espetáculo era condizente com o que acontencia lá fora. Shows musicais tomaram conta do palco, junto com peças teatrais que tentavam resgatar a nostalgia de torcer pelo Brasil – acredito que não tenha dado certo.

Em meio ao espetáculo positivista, marca da bandeira do Brasil, Rodrigo Caetano, diretor de seleções, e Samir Xaud, presidente da CBF, deram a sua palinha no show. Só faltou mesmo que ambos cantassem no palco, o que não seria grande surpresa.

Mas, o fio condutor de todo aquele espetáculo e o motivo do Brasil parar em frente à TV, ficou em segundo plano. Tanto que o evento da convocação começou por volta das 17 horas, horário de Brasília, e Carlo Ancelotti anunciou os convocados apenas às 18 horas.

A plateia se comportou como se estivesse num show

De maneira nada surpreendente, a plateia que acompanhava a convocação da Seleção Brasileira se comportou como se estivesse num show da Ivete Sangalo. A cada nome que Ancelotti anunciava, o público reagia. Ainda mais quando os nomes citados eram de jogadores do Flamengo. Gritos e aplausos tomavam conta do Museu do Amanhã.

Porém, nenhuma reação foi comparada aos gritos de euforia quando Neymar foi anunciado. As reações alucinadas foram dignas de um show de rock. Até mesmo o apresentador Luciano Huck apareceu como destaque, comemorando a convocação do atacante do Santos. O que ele fazia ali? Não sei dizer.

Um grande show não pode ficar sem seu maior astro

Já pensou ir num show do Iron Maiden e não ver Bruce Dickinson, ou num show dos Guns N’ Roses e perceber que Slash e Axl Rose não estão lá? A verdade é que sem a presença de seus principais astros, o show não tem a mesma graça. E isto, mesmo que seus grandes artistas estejam fora de forma e não consigam cantar ou tocar como antes.

E claro, que no meio de um grande show midiático, como foi a convocação da seleção brasileira, não poderia faltar o seu principal astro, Neymar. Mesmo que não estivesse presencialmente, o jogador apareceu como o último nome na lista de Ancelotti, com aquele suspense triunfante, e o público teve o que queria.

O últimos shows promovidos pela Seleção Brasileira, mas não com a bola no pé, foram nas Copas do Mundo de 2006 e 2014. Em 2006, o “oba-oba” era por conta do elenco estrelado, que ocasinou a algazarra durante os treinamentos do time brasileiro e o resultado foi a eliminação para a França. Já em 2014, o motivo era pelo fato de o Brasil jogar em casa e o resultado foi o 7 a 1 diante da Alemanha, no episódia mais triste da história da seleção.

Este é um texto que contém a opinião apenas do autor e não reflete necessariamente o pensamento do Esportes Mais

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