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Cruzeiro, 21 anos do bicampeonato da Libertadores

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Com gol de Elivélton, Raposa conquistou a Libertadores pela segunda vez

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Para disputar a Copa Libertadores de 1997, o Cruzeiro teve como feito a conquista do bicampeonato da Copa do Brasil de 1996 contra o Palmeiras com resultados de 1 a 1 no Mineirão e 2 a 1 para os mineiros dentro do Parque Antártica.

Nesta época apenas o campeão do Campeonato Brasileiro e o campeão da Copa do Brasil disputavam a competição mais importante das Américas: Copa Libertadores.  A tão desejada e cobiçada pelos times Sul-Americanos.

Campanha: primeira fase

Na primeira fase que foi disputada entre 19 de fevereiro a 18 de abril, chamada  fase de grupos, em sua 38ª edição da Libertadores, o Cruzeiro ficou no Grupo 4 com Grêmio, Sporting Cristal e Alianza Lima. Os resultados na estréia e nas duas partida seguintes não foram boas, aliás pessimamente mau para a Raposa.

O time estreou contra o Grêmio no Estádio Mineirão e perdeu por 2 a 1, resultado que causou a queda do ex-zagueiro e técnico do Cruzeiro: Oscar Bernardi. Que tinha assumido o posto depois da ida de Levir Culpi para o Japão.

Paulo Autuori chegou para acertar o time e colocar o Cruzeiro no caminho da vitória dentro da Libertadores. Mas os dois compromissos no Peru contra o Alianza Lima e o Sporting Cristal foram duas derrotas por 1 a 0 complicando o time Celeste na competição, encerrando o primeiro turno.

Reação no segundo turno da primeira fase

O Cruzeiro foi a Porto Alegre, jogar no antigo Estádio Olímpico, contra o Grêmio. Palhinha (não aquele de 1976), fez o gol da vitória Cruzeirense, que ficou no 1 a 0. Em seguida teve dois compromissos com os peruanos no Mineirão: 2 a 0 contra o Alianza Lima e 2 a 1 no Sporting Cristal, somando 9 pontos e classificando em segundo lugar no Grupo 4.

Um alívio para o torcedor Celeste e também o técnico Paulo Autuori, que começava a encaixar o time do Cruzeiro e a colher resultados positivos. Uma grande contratação viria para a fase de mata-mata da competição continental. Marcelo Ramos, herói e ídolo da torcida foi vendido ao PSV da Holanda e por lá permaneceu por um ano. Retornando ao clube, ganhou a posição de titular e foi fundamental para a conquista do bicampeonato da Libertadores.

”Eu era um jogador praticamente do grupo, porque fiquei menos de um ano na Holanda. Encontrei o Nonato e ele disse que o grupo todo aceitou a minha contratação, diziam que eu era um jogador decisivo. Eu era fechado com os jogadores. O próprio Nonato me ligou para voltar, disse que o grupo estava aceitando minha contratação e isso pesou bastante para eu voltar ao Cruzeiro. Sabíamos que seria difícil vencer a Libertadores, mas que seríamos favoritos depois de passarmos por todas as dificuldades na primeira fase. Crescemos muito de produção e a parte técnica foi prevalecendo”, conta Marcelo Ramos ao Superesportes.

Outro reforço e homem de confiança do técnico Paulo Autuori, foi o recém contratado, o zagueiro Wilson Gottardo, campeão brasileiro em 1.995 juntamente com o treinador Cruzeirense.

”Quando cheguei, faltava uma rodada para acabar a primeira fase. Estava treinando, comecei a jogar o Mineiro. Vi muita qualidade no time. Era um time diferente. Um meio-campo que marcava e jogava. Tinha o Marcelo Ramos e o Palhinha, que ajudavam a defesa; o Donizete, com facilidade para sair jogando; Ricardinho, Fabinho e Cleisson, muito firmes também. Era um time com variação de jogo, agressivo na marcação e que jogava com ousadia, com coragem. Não se intimidava com o futebol dos concorrentes na América do Sul”, lembra Gottardo.

Oitavas de final

O Cruzeiro teve como adversário El Nacional do Equador, que foi segundo colocado no Grupo 2. Na primeira partida em Quito, a Raposa foi pressionada e o endiabrado Chalá fez o gol da vitória do El Nacional por 1 a o. No jogo de volta no Mineirão o Cruzeiro venceu por 2 a 1, com gols de Marcelo Ramos.

Mas o time Celeste vencia por 2 a 0 e estava se classificando, foi quando no último minuto do segundo tempo em uma falta o El Nacional marcou em uma cobrança de falta e levou a disputa para pênaltis. Começava ali a brilhar a estrela do goleiro Dida, que em uma das cobranças defendeu exatamente a do endiabrado Chalá, e o resultado foi 5 a 3 para a Raposa.

Quartas de final

Grêmio: um adversário conhecido e rival brasileiro, este era o próximo time na caminhada do Cruzeiro rumo ao bicampeonato da Libertadores.

Time que vinha bem na competição, tinha eliminado nas oitavas o Guarani do Paraguai com vitória e derrota pelo mesmo placar de 2 a 1, nas disputa por pênaltis ganhou por 2 a 1 também. Mas a Raposa começava a crescer dentro da competição e venceu o Grêmio por 2 a 0 no Mineirão e perdeu de virada em Porto Alegre por 2 a 1, garantindo assim a vaga para a semifinais.

Semifinais

Um velho conhecido era o adversário do Cruzeiro: Colo Colo. O primeiro jogo foi no Mineirão e a Raposa venceu por 1 a 0, com gol de Marcelo Ramos. No chile, em Santiago, no Estádio Monumental David Arellano, o time chileno vencia no tempo normal por 3 a 1, foi quando aos 18 minutos do segundo tempo, Marcelo Ramos cobrou uma falta e o goleiro Marcelo Ramirez não segurou e no rebote, Cleison marcou o segundo gol Cruzeirense, levando a disputa para a final nas penalidades máximas.

Novamente Dida, fez a diferença com placar de 4 a 1 para o Cruzeiro. O goleiro Cruzeirense pegou as cobranças de Basay e Espina. Marcaram para a Raposa: Ricardinho, Fabinho, Donizete e Marcelo Ramos.

”O Dida vivia uma grande fase e, com certeza, o clima era favorável pra gente nas cobranças de pênaltis. A confiança era muito grande”, lembra o zagueiro Célio Lúcio.

O time chileno não aceitou a derrota e teve pancadaria, agressões, com torcedores jogando objetos nos jogadores Cruzeirenses, até que a polícia chilena conseguiu controlar a situação e o Cruzeiro pôde comemorar a classificação para a final dentro do vestiário, no Monumental David Arellano.

A grande final e o bicampeonato da Libertadores

Em jogo equilibrado em Lima, Cruzeiro teve chances de marcar, mas acabou empatando por 0 a 0 com o Sporting Cristal. Ainda teve Cleison expulso e ficando de fora da finalíssima no Mineirão. Em casa o Cruzeiro entrou pressionado pelo favoritismo, com mais de 100.000 mil espectadores dentro do Mineirão e as coisas não acontecia do jeito que era esperado.

Jogo tenso com poucas chances, time nervoso. Mas começou aparecer em cena o grande goleiro Dida que fez uma defesa espetacular de Nolberto Solano, um exímio cobrador de falta. Ao fazer a cobrança, a bola bateu levemente na barreira aumentando o grau da defesa e no rebote o brasileiro Julinho apareceu livre e bateu à queima roupa, mas Dida defendeu com as pernas novamente.

O que mais comenta até hoje foi o gol do título, aos 30 minutos do segundo tempo, Nonato cobrou escanteio, a bola viajou para a grande área e a zaga tirou de cabeça, a bola sobrou na intermediária para Elivélton que com a perna direita, que não é  a boa dele, chutou para o gol, o goleiro ainda deu uma ajudinha e a bola foi morrer no fundo da rede peruana.

Cruzeiro 1 a o e bicampeão da Libertadores, a América se tornava “AZUL”, “CELESTE”…. passaram 21 anos do bicampeonato e a luta continua. Será coincidência? Cruzeiro disputa as oitavas com o Flamengo, venceu o primeiro jogo no Maracanã por 2 a 0 e está há 21 anos novamente para conquistar o tricampeonato…. O jeito é continuar com o sonho vivo, pois ele é real e é quem faz o acontecimento da realidade.

Ficha técnica – Cruzeiro x Sporting Cristal

Data: 13/08/1997
Hora: 21h50, horário de Brasília
Local: Estádio Mineirão – Belo Horizonte – MG.

Público pagante: 95.472 (R$ 888.072,50)

Público presente: 106.853
Arbitro: Javier Castrilli (ARG )

Auxiliares:  Luis Olivetto (ARG) e Gerardo Bertoni (ARG)

Cruzeiro: (Provável escalação) Dida, Vitor, Gelson, Gottardo, Nonato, Fabinho, Ricardinho (Da Silva), Donizete Oliveira, Palhinha, Marcelo Ramos, Elivélton.

Técnico: Paulo Autuori

Sporting Cristal: (Provável escalação) Julio Cesar Balerio, Jose Soto, Manuel Marengo, Marcelo Asteggiano, Erick Torres (Roger Serrano), Pedro Garay, Nolberto Solano, Julio Rivera, Prince Amoako (Alfredo Carmona), Julinho, Luis Alberto Bonnet (Ismael Alvarado).

Técnico: Sérgio Markarian

 

Roma
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Copa_Libertadores_da_Am%C3%A9rica_de_1997

http://www.cruzeiro.com.br/index.php?section=conteudo&id=149

https://www.mg.superesportes.com.br/app/noticias/especiais/libertadores1997/2017/08/11/noticia-libertadores-1997,421169/libertadores-1997-20-fatos-marcantes-do-bicampeonato-do-cruzeiro.shtml

Luis Carlos FURBINO de PINHO (112 Posts)

CRUZEIRO é meu time. Trabalho atualmente com Transporte Escolar TIO LUIS e colunista​ no www.esportesmais.com.br Gosto de esportes, prático e sou monitor na Escola de Vôo Livre VOLARE. Sou formado em administração. Gosto de uma boa música, violão e futebol.


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1 comentário em Cruzeiro, 21 anos do bicampeonato da Libertadores

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