Copa do Mundo: as edições com os maiores artilheiros

FIFA
Just Fontaine, artilheiro da Copa do Mundo de 1958 – Foto: Divulgação/FIFA


O título mundial por seleções sempre será o grande objetivo dos jogadores. Mesmo assim, a rica história também destaca outras grandes marcas obtidas por uma seleção ou jogador. A Hungria, por exemplo, é detentora das duas maiores goleadas da história dos mundiais: 9 a 0 sobre a Coreia do Sul, em 1954; 10 a 1 sobre El Salvador, em 1982.

Os primeiros grandes goleadores

Durante a grande goleada de 1954, o húngaro Sándor Kocsis ajudou sua seleção a marcar três vezes contra os sul-coreanos. No final da competição, mesmo com o vice-campeonato, Kocsis se destacou como o maior marcador daquela edição, com 11 gols. Quase o dobro em relação aos segundos melhores marcadores: Max Marlock (ALE), Erich Probst (AUS) e Josef Hügi (SUI).

Até então, Sándor Kocsis alcançou o maior número de gols em uma só edição. Anteriormente, a marca pertenceu ao brasileiro Ademir Menezes, responsável por marcar nove gols na Copa de 1950. Este, que tinha superado o número de sete gols de outro grande ídolo nacional, o atacante Leônidas da Silva (1938).

Em 1958, na Suécia, os brasileiros comemoraram o primeiro título mundial. Na semifinal, uma vitória esmagadora sobre a França, por 5 a 2. Neste jogo, o francês Just Fontaine marcou um dos seus 13 gols naquela edição e entrou para a história. Desde então, nenhum outro atleta conseguiu superar esta marca.

Copas sem grandes destaques

Durante a realização da Copa do Mundo de 1962, no Chile, nenhum jogador se destacou em número de gols marcados. Com número baixo de somente quatro gols, seis jogadores terminaram a competição como artilheiros, incluindo dois brasileiros campeões do mundo: Garrincha (BRA), Vavá (BRA), Leonel Sánchez (CHI), Flórian Albert (HUN), Drazan Jerkovic (YUG), Valentin Ivanov (URSS).

Somente a Copa do Mundo de 2010, realizada na África do Sul, terminou com mais de três jogadores sendo artilheiros: Thomas Müller (ALE), David Villa (ESP), Wesley Sneijder (HOL) e Diego Forlán (URU). Todos marcaram cinco gols.

Quase sempre os artilheiros não conquistam a Copa

As edições de 1966, na Inglaterra, e em 1970, no México, foram conquistadas pelos ingleses e pela seleção brasileira. Apesar disso, mais uma vez, o artilheiro não conquistou o título mundial. 

Historicamente, é incomum o artilheiro ser o campeão. Entre todos os 31 artilheiros, somente seis conquistaram o título em suas respectivas edições:

1962: Garrincha e Vavá (Brasil)

1978: Mario Kempes (Argentina)

1982: Paolo Rossi (Itália)

2002: Ronaldo (Brasil)

2010: David Villa (Espanha)

As últimas grandes marcas

Artilheiro em 1966, Eusébio marcou nove gols e ajudou Portugal a conquistar o terceiro lugar, melhor resultado português em todas as participações em Copas. Quatro anos depois, Gerd Müller deu show no México e terminou sendo o artilheiro com 10 gols marcados, mesmo com a favorita Alemanha terminando na terceira colocação. Esses foram os dois últimos artilheiros a atingirem o número de nove gols ou mais em uma mesma edição.

Em 1974, na Alemanha, o polonês Grzegorz Lato mostrou ao mundo seu bom futebol e marcou sete gols. Inclusive, marcando o único gol da Polônia na vitória sobre o Brasil durante a disputa do terceiro lugar.  Desde então, goleadores com mais de seis gols se tornaram algo raro em uma Copa do Mundo. Entre 1978 e 2022, somente quatro jogadores tiveram esse privilégio.

A era dos seis gols e o nascimento de um herói italiano

Entre os mundiais de 1978 e 1998, todos os artilheiros marcaram seis gols. Apesar do número baixo, um jogador conseguiu status de herói. Salvatore Schillaci não era um jogador de destaque entre os selecionados para defender a Itália na Copa do Mundo de 1990, realizada em solo italiano.

Schillaci estreou pela seleção italiana oito dias antes de começar o mundial, em uma vitória por 1 a 0 contra a Suíça. No decorrer da primeira partida na Copa, contra a Áustria, o atacante entrou e marcou o gol da vitória.

Em sete partidas realizadas em 1990, Schillaci marcou seis vezes. Pode parecer pouco em relação aos outros grandes artilheiros, mas o jogador se tornou a principal arma da seleção italiana para chegar entre os quatro melhores.

Schillaci é um dos cinco jogadores a conseguir o status de artilheiro em uma Copa do Mundo realizada em seu próprio país. Ademir Menezes (1950), Leonel Sánchez (1962), Mario Kempes (1978) e Miroslav Klose (2006) também conseguiram tal feito.

A Copa com dois novos grandes artilheiros

A era moderna proporcionou o surgimento de duas grandes lendas. Em 2002, na Coreia do Sul e no Japão, Ronaldo marcou oito gols e surpreendeu o mundo futebolístico, já que o atacante brasileiro passou por uma grave lesão durante a temporada 2000-01, pela Inter de Milão. 

Em 2006, na Alemanha, Ronaldo marcou mais três gols e encerrou sua última Copa do Mundo sendo o maior goleador de todos os tempos na história da competição. Entretanto, nesta mesma edição, o alemão Miroslav Klose marcou a mesma quantidade de gols marcados em 2002 (5) e virou uma possível ameaça para quebrar a marca do atacante brasileiro.

Com mais quatro gols em 2010 e dois em 2014, Klose ultrapassou Ronaldo como o maior artilheiro da história das copas. E quis o destino que esta marca acontecesse durante a histórica vitória da Alemanha sobre o Brasil, por 7 a 1.

As chances de Mbappé

O francês Kylian Mbappé, que havia brilhado na Copa do Mundo de 2018, na Rússia, ao marcar quatro gols, foi o artilheiro da edição de 2022, no Catar, com incríveis oito gols. Com isso, o atacante de 27 anos pode ultrapassar Pelé e, consequentemente, empatar com Lionel Messi e Just Fontaine. 

Para engrandecer ainda mais a possível marca, Mbappé pode ultrapassar Klose com somente três copas disputadas. 

Até hoje, na teoria, somente Gerd Müller e Just Fontaine conseguiram anotar 13 ou mais gols com menos de quatro copas jogadas. Na prática, Ronaldo Fenômeno também conseguiu, já que não disputou nenhuma partida da Copa de 1994.

Os maiores artilheiros de cada edição

  • Just Fontaine 13 gols – 1958
  • Sándor Kocsis 11 gols – 1954
  • Gerd Müller: 10 gols – 1970

9 gols:

  • Ademir de Menezes – 1950
  • Eusébio – 1966

8 gols

  • Guillermo Stábile – 1930
  • Ronaldo – 2002
  • Kylian Mbappé – 2022

7 gols

  • Leônidas da Silva – 1938
  • Grzegorz Lato – 1974

6 gols

  • Mario Kempes – 1978
  • Paolo Rossi – 1982
  • Gary Lineker – 1986
  • Salvatore Schillaci – 1990
  • Hristo Stoichkov e Oleg Salenko – 1994
  • Davor Suker – 1998
  • James Rodríguez – 2014
  • Harry Kane – 2018

5 gols

  • Oldrich Nejedly – 1934
  • Miroslav Klose – 2006
  • Thomas Müller – 2010
  • David Villa – 2010
  • Wesley Sneijder – 2010
  • Diego Forlán – 2010

4 gols (todos em 1962)

  • Garrincha
  • Vavá
  • Leonel Sánchez
  • Flórián Albert
  • Drazan Jerkovic
  • Valentin Ivanov

Leia também:

A Seleção da Holanda de 1974 e a Revolução da Laranja Mecânica (Parte 1)

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