Luan, volante do Avaí, concede entrevista ao Esportes Mais
Luan conta sobre a carreira internacional, como foi trabalhar com Roberto Carlos e fala sobre a família
Cria do São Paulo, o volante Luan, 27 anos, iniciou sua carreira no Morumbi aos 11 anos de idade, e por lá ficou durante oito anos, onde conquistou o mundial sub-19 ao vencer o Chelsea na final disputado nos Estados Unidos, e enfrentou o Bayern em Hong Kong em um amistoso. Em 2008 chegou ao Santo André, onde conquistou 0 Paulista Série A2 e o vice-campeão Brasileiro Série B.
Luan, o Avaí ainda não venceu fora de casa e fica distante do G-4. O que fazer para que a equipe consiga fazer os resultados longe da Ressacada?
É, infelizmente está sendo um empecilho pra gente conseguir vencer fora de casa, mas tenho certeza que a vitória está próxima. Estamos jogando bem, trabalhando muito pra elas virem, são apenas detalhes que faltam pra que isso aconteça.

Como foi sua chegada no clube, convivência com os novos colegas e a torcida?
Foi tranquila, o ambiente dentro do clube é ótimo e a torcida está sempre junto e apoiando.
Você chegou recentemente no Avaí, o que espera pro restante da temporada?
Espero que continuemos nessa crescente, nessa evolução e que possamos chegar ao final da temporada com o nosso objetivo alcançado que é o acesso à Série A.
Foram oito anos de São Paulo, com grandes experiências. O que o clube representa pra você?
Representa muito, pois entrei no SPFC com apenas 11 anos. Praticamente nasci e fui criado para o futebol lá dentro. Apesar de não ter ganhado muitas oportunidades no profissional, até fico um pouco triste por isso, esse clube tem uma enorme importância na minha vida.
O quanto o título do mundial sub-19 foi importante na sua carreira?
Foi muito importante para nós, pois havíamos acabado de ser vice-campeões da Taça São Paulo de juniores (perdemos para o Cruzeiro nos pênaltis) então precisávamos de um título importante para coroar aquele grupo que merecia muito. E veio após um mês! Onde fomos campeões invictos do Dallas Cup ganhando de Real Madrid na semifinal e Chelsea na final. Foi um momento único.

Como foi jogar contra os grandes craques alemães do Bayern, amistoso disputado em Hong Kong quando atuava pelo São Paulo?
Foi maravilhoso! Outro momento único dentro do SPFC! Primeiro, ir para Hong Kong com uma cultura totalmente diferente, segundo, e ainda mais especial, participar de um jogo importante para cidade tendo do outro lado grandes jogadores como: Klose, Oliver Kahn, Philipp Lahn, Mark Van Bommel, entre outros.
Em que jogador você admirava na época em que atuou pelo clube do Morumbi?
Difícil falar um jogador, tem vários. Um exemplo é o Rogério Ceni, e das duplas de volantes que marcou bem a história do SPFC enquanto estava lá, foi Josué e Mineiro. Posso destacar também o Hernanes que pra mim é um craque tanto dentro como fora de campo.
Você jogou dois anos e meio pelo Gil Vicente, de Portugal. Qual a diferença entre o campeonato português e o brasileiro?
A diferença é que aqui temos mais qualidade, com certeza. Temos mais tempo pra pensar também, mais espaço pra jogar, enfim, o futebol é um pouco mais lento que lá. Em Portugal é um pouco mais dinâmico e de muita obediência tática.
Você trabalho com o Roberto Carlos, quando ele era técnico do Akhisar Belediyespor da Turquia, o quando ele foi importante para seu crescimento profissional?
O Roberto é um cara excepcional, de uma simplicidade fora do comum. Foi um grande aprendizado na minha carreira, afinal ele só trabalhou em alto nível. Nos passava muitas coisas. Uma coisa simples que ele sempre falava era: Se acostuma com a vitória, queira ganhar, deixa ela virar rotina na sua vida, se acostuma a ganhar jogos, ganhar títulos, etc. Enfim, só tenho que agradecer o tempo que passamos juntos no Akhisar.

Qual seu maior ídolo no futebol mundial?
Em atividade não tenho um grande ídolo, mas que já parou tenho sim: Ronaldo Fenômeno
Qual clube te marcou mais até hoje?
São Paulo
Hoje vemos vários jogadores se perdendo no mundo, jogando a carreira fora por conta da bebida. O que os novos jogadores tem que fazer para não se perderam na carreira?
Acho que o mais importante é termos uma família por trás, a nossa base na verdade. Que está ali com a gente em todos os momentos, nos apoiando e chamando a atenção quando precisa. E é bom também tomar muito cuidado com as “amizades temporárias”.

Qual seu maior objetivo no futebol?
Meu maior objetivo no futebol é ser bem sucedido e ajudar minha família! Se resume tanto no futebol como na vida que é ser feliz.
O quanto a família é importante na vida de um jogador?
Família é tudo! Pelo menos pra mim! Sou um cara muito família, muito ligado aos meus pais, minha esposa e meu filho! Fui criado assim, tenho um laço muito grande com eles.