A história do cartão na Copa do Mundo

Até os dias atuais, o futebol está em desenvolvimento, pois cria novas regras para se adaptar à realidade vigente. E se hoje o esporte ainda precisa evoluir, imagine nos tempos antigos, em que as regras eram arcaícas e sequer resolviam um dos maiores problemas do futebol, a violência dentro de campo. Foi assim que começou a história do cartão na Copa do Mundo, evento modelo da modalidade.

Com a falta de punição e a ganância desenfreada pela vitória, muitos jogadores se aproveitavam da brecha nas regras e agrediam, insultavam ou até intimidavam seus adversários. Para se ter uma ideia, até mesmo a substituição era proibída até 1958, e assim, muitos atletas machucavam seus adversários para ganhar vantagem.

Além da falta de regras punitivas, a tática no futebol era precária, diferente dos dias de hoje, e os zagueiros tinham a função de apenas defender o gol. Nem que para isto, precisassem machucar os principais craques das equipes adversárias.

Dessa forma, a história do cartão no esporte bretão se tornou necessária e vamos contar como ela aconteceu!

 

Como eram as punições antes do cartão?

A expulsão antes do cartão era gestual
A expulsão antes do cartão era gestual – ChatGPT

Antes de começar a história do cartão na Copa do Mundo, as punições eram gestuais. Ou seja, quando um jogador passava do ponto, o juiz pedia para o mesmo se retirar.

A primeira expulsão em mundiais de seleções por exemplo, aconteceu logo na Copa do Mundo de 1930, a primeira da história. O duelo foi Romênia 3 x 1 Peru, pela fase de grupos e após uma briga generalizada entre jogadores, o árbitro chileno, Alberto Warnken, pediu para que o volante peruano Placido Galindo se retirasse de campo.

Porém, a forma em que as punições aconteciam eram problemática. Na Copa do Mundo de 1966, por exemplo, o capitão a Argentina Antonio Rattín, fingiu não entender o que o árbitro da partida, Rudolf Kreitlein, queria dizer. Assim, ele exigiu um intérprete para entender que estava expulso por agressão verbal.

Além disso, o público muitas vezes não conseguia identificar se um jogador foi expulsão ou não, por falta de identificação.

 

A história do cartão na Copa do Mundo: O primeiro veio em 1970

A história do cartão na Copa do Mundo e no futebol, aconteceu em 1970. O caso Rattín, em 1966, fez com que a FIFA tomasse uma atitude para que as confusões em relação à punições parassem.

Para o mundial do México, foram criados os cartões amarelo e vermelho. O primeiro tem como objetivo servir como advertência e o segundo como expulsão. Assim, o primeiro cartão aplicado à um jogador foi da cor amarela e para o lateral-esquerdo da União Soviética, Evgeny Lovchev, em jogo contra os donos da casa, logo na partida inaugural.

Já o primeiro cartão vermelho foi aplicado apenas em 1974, para o atacante chileno Carlos Caszely. O jogo foi diante da Alemanha, após falta no zagueiro Berti Vogts.

 

Ideias diferentes de cartões ao longo da história

Cartões curiosos que foram propostos ao longo da história
Cartões curiosos que foram propostos ao longo da história – ChatGPT

A história do cartão na Copa do Mundo não para por aí, já que outras cores de cartões foram propostas, além do amarelo e do vermelho, mas poucas delas vingaram e mesmo assim são pouco conhecidas.

Cartão Rosa

Tem como objetivo indicar uma concussão na cabeça de um mais jogadores e paralisar o jogo. A Copa América de 2024 foi a única competição a usar este cartão.

Cartão Branco

Está em vigor na Liga de Portugal e tem como objetivo elogiar uma atitude ética, de fair play, para algum jogador ou membor da comissão técnica.

Cartão Azul

Tem como função punir temporariamente, por pelo menos 10 minutos, jogadores que cometem faltas ou reclamações excessivas. Apesar da empolgação por parte de alguns membros da FIFA, treinadores e jogadores não gostaram da ideia. Assim, o cartão azul vai continuar na gaveta, pelo menos por enquanto.

Cartão Laranja

O cartão “meio-termo” foi ideia de Michel Platini, então presidente da UEFA, com objetivo de punir faltas que não fossem tão leves e nem muito pesadas. Este cartão era mais que um amarelo e menos que um vermelho e servia como uma explusão temporária, assim como o cartão azul. Como já sabemos, o projeto não vingou.

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