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Apesar da liderança no Leste, Cavaliers demitem David Blatt

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Cavaliers demitem David Blatt mesmo com liderança na conferencia Leste

Na tarde de ontem, dia 22, o General Manager do Cleveland Cavaliers, David Griffin, anunciou a demissão do treinador David Blatt, após levar o time às finais da NBA ano passado e ser o atual líder da conferência leste com 30 vitórias em 41 jogos. Seu assistente, ex-armador Tyronn Lue que ficou famoso por ter tomado aquele drible de Allen Iverson nas finais de 2001, assumirá a vaga de Head Coach não como interino, mas já com um contrato de 9,5 milhões em três anos.

Após não ter sido draftado em 1981, David Blatt foi jogar basquete em Israel e atual em vários clubes até 1993, quando sofreu uma grave lesão que encerrou sua carreira. A partir desse momento, Blatt começou a trabalhar como HC em várias equipes europeias, até em 2006 assumir o comando da seleção russa, trabalho que exerceu até 2012. Nesse período de seis anos, o ex-armador de Princeton reformulou o basquete russo, ao ponto de ganhar um campeonato europeu e uma medalha de bronze nas Olimpíadas de Londres.

Em 2014, fora contratado pelos Cavaliers, sua primeira chance na maior liga do mundo. Foi aí que começou os problemas: David Blatt foi contratado para treinar uma equipe jovem, para moldar futuros talentos como Kyrie Irving, Andrew Wiggins e Dion Waiters. Eis que meses depois Cleveland repatria LeBron James, troca Wiggins por Kevin Love e muda completamente o perfil da equipe. Era necessário um HC que soubesse lidar com grandes estrelas, jogadores de nome, não alguém que fosse um mero mentor para jovens. O próprio James, no começo da temporada 2014/2015, teria dito que Blatt talvez não fosse a pessoa ideal para o trabalho.

Os Cavaliers terminaram 2014/2015 em segundo lugar no leste, com 53 vitórias, sete jogos atrás do azarão Atlanta Hawks. Apesar da boa campanha, era claro que havia uma falta de sintonia entre treinador e seus comandados: não foram poucas as vezes que os jogadores ignoravam as chamadas de Blatt e simplesmente executavam outras jogadas, também não foram poucas as vezes que seu assistente, Tyronn Lue, pedia timeout sem a permissão do HC. Os atletas respeitavam muito mais Lue, que atuara por vários anos na NBA e já tinha trabalhado com estrelas como Michael Jordan, Kobe Bryant e Shaquille O’Neal e sabia lidar melhor com o elenco; em outras palavras, os jogadores viam o assistente como uma pessoa bem mais capaz do que o treinador em si.

David Blatt foi demitido pelos Cavaliers mesmo com um excelente recorde de 83-40.

A situação ficou bem feia quando, nas finais de conferência, Cleveland estava ganhando o jogo final contra Atlanta por 30 pontos e Blatt resolve colocar o pivô Tristan Thompson. Vale lembrar que Kevin Love estava machucado e Thompson era o único big man titular disponível. A cara de Kendrick Perkins de não acreditando no que estava vendo era impagável. Minutos depois, Blatt resolve finalmente tirar o pivô do jogo, mas o estrago já estava feito. Com um time rachado e individualista, os Cavaliers perderam por 4 a 2 de Golden State nas finais da NBA.

A temporada 2015/2016 continuou com os mesmos vícios: time ganhando, porém com problemas de liderança. Após derrotas contra os melhores do Oeste, Spurs e Warriors, sendo a segunda uma vergonhosa lavada de 34 pontos, era claro que a equipe não estava evoluindo. Tudo isso culminou na demissão de Blatt nessa última sexta-feira.

David Griffin, GM dos Cavaliers, disse que apesar do bom trabalho feito por David Blatt, mudanças eram necessárias. Griffin afirmou que nunca viu um time tão “desanimado” mesmo após uma vitória e que isso precisava mudar. Ele afirmou ainda que LeBron James teve nenhuma influência na decisão. Não sejamos tão inocentes: é impossível fazer algo que pode mudar tão drasticamente sua franquia sem consultar seu maior estrela, ainda mais se essa estrela é LeBron James.

O atual treinador do Dallas Mavericks, Rick Carlisle, saiu em defesa de seu companheiro de profissão: “estou envergonhado por algo desse tipo tenha acontecido… Blatt é um grande cara e fez um ótimo trabalho”. Pois é, quem disse que é só no futebol brasileiro que jogador derruba técnico e times mudam de comandantes toda hora?

Por Pedro Pacola

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