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Presidente do Atlético-MG aponta erros cruciais

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Daniel Nepomuceno, presidente do Atlético-MG, apontou os erros do Galo no Brasileirão

Na manhã desta terça-feira (08), o presidente do Atlético-MG, Daniel Nepomuceno, concedeu uma entrevista ao programa Bate-Bola, da ESPN Brasil. O tema principal tratado na entrevista foi o ótimo ano do time alvinegro.

O presidente aprovou a campanha do time no Campeonato Brasileiro, mas não deixou de criticar e apontar alguns erros cometidos pelo mesmo.

“Eu queria ser campeão. O atlético apresentou futebol de campeão, nós fizemos um campeonato muito bom, ficamos na liderança algumas rodadas. A gente acaba o ano com cinco jogadores premiados ontem, dois jogadores na seleção principal, três na sub-20”, comentou.

“No segundo semestre cometemos vários erros, diretoria, comissão técnica e jogadores. Tivemos uma displicência em jogos importantes, estudamos mal os adversários, não nos preparamos bem após algumas perdas no meio do ano. O grupo sentiu! Faltando 10 rodadas, quando o Corinthians afastou um pouco, o time do Tite entrando com uma raça, uma força, e nós nos acomodamos”, completou o presidente.

Em outro ponto da entrevista, o Nepomuceno foi perguntado sobre os problemas envolvendo a CBF e como ele vê o jogo político que vem acontecendo no futebol brasileiro.

“É triste você vê a falência de quase todas as instituições que comandam o futebol, não tem presidente na FIFA, não tem Conmebol e agora não tem na CBF. Uma coisa é evidente, todo mundo está precisando trabalhar a mudança”, disse Nepomuceno.

Ele ainda se mostrou a favor de uma possível mobilização de jogadores contra a CBF.

“O jogador não pode ser prejudicado, eu sou a favor de ter uma mobilização. Um Neymar falar isso é muito fácil, mas eu fico imaginando um Jemerson, que acabou de ser convocado, 20 anos, jogar a responsabilidade em cima dele e colocar ele dizendo que é contra a CBF, é evidente que ele será prejudicado”.

Sobre a divisão de cotas do futebol brasileiro, o presidente alvinegro mostrou estar descontente com a forma gerida pela CBF.

“Se não trabalharmos a divisão de cotas o futebol brasileiro ficará somente com dois clubes. A diferença do que o Corinthians recebe de cotas e patrocínio publico em dez anos ela chega a 1 bilhão para o Atlético, que foi o vice-campeão e isso preocupa muito”, finalizou.

O presidente Nepomuceno fechou muito bem o seu primeiro ano de mandato no Atlético-MG, o time foi segundo colocado no Campeonato Brasileiro e garantiu vaga na Libertadores pela 5ª vez consecutiva, algo inédito na historia do clube.

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