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Opinião: O Bahia perdeu na “crueldade” das suas deficiências

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Bahia esbarra mais uma vez no Ceará, freguesia e tabu

Bahia e Ceará entraram em campo nesse sábado (1) em Pituaçu pela partida de ida da final da Copa do Nordeste, a partida com os dois principais times do nordeste no momento, tinha tudo para ser equilibrada, e foi.

Expulsão expôs deficiências da equipe

No entanto, o Bahia, que mandava a partida saiu derrotado, derrotado pelo azar e por um erro no planejamento da diretoria no elenco. É sabido as deficiências do Bahia e ficou mais claro após a justa expulsão do Luiz Otávio. Quando Daniel saiu, o Bahia perdeu velocidade na transição, perdeu os avanços de Nino, e era mais lento e dependente de jogadas individuais de Rossi.

No banco, apenas um jogador de velocidade, Alesson, que é longe de ser um jogador brilhante, e que talvez não devesse nem estar no elenco profissional do Bahia. Oscar Ruiz não mostrou absolutamente nada após o jogo contra o ABC, o jogador não chegou bem, está sentindo o futebol do país, e não repete nem de longe as atuações dele pelo Cerro. O banco do Bahia tinha um outro útil, Thonny Anderson, mas que ainda estava fora de forma. A verdade é, o Bahia não tem elenco.

E pra completar esse planejamento ruim, deixou de fora algumas peças que poderiam ser úteis para hoje, como o Daniel Penha e Marcelo Ryan que marcou dois gols na última partida, era a solução? Não. Mas poderia ser melhor do que foi.

O Bahia é lento e pragmático na maioria das vezes, foi assim hoje, embora tenha começado bem, a expulsão escancarou a dificuldade que a equipe tem quando o jogo nos lados não funciona, e pra ele funcionar precisa de um meia de transição que é o Daniel.

Dado, erros, e o que o Esquadrão poderia ter feito para mudar o cenário

Sobre os erros de Dado Cavalcanti, ele errou ao sacar Daniel e deixar Rodriguinho e Thaciano após a expulsão do Luiz Otávio, até porquê Rodriguinho não é veloz e marca pouco, e junto com Gilberto deixam o time lento. Thaciano não jogou bem e atrapalhou mais que tudo o Esquadrão na partida. Mas há alguns pontos positivos a serem observados:

  • O Bahia não sofreu pelos lados, nem com Lima, nem com Mendoza. Nino Paraíba e Matheus Bahia foram muito bem defensivamente, e seriam melhores ofensivamente, se não tivessem ficado tão presos após a expulsão e saída de um homem no meio.
  • A demora pra mudar foi nada mais do que falta de peças, o Bahia não tem jogadores no banco com condições de mudarem um quadro tão importante e difícil com essa final.
  • Bahia poderia ter se soltado mais após o gol, nem Gilberto, nem Rodriguinho, nem Rossi, mostraram futebol de líderes da equipe que são.
  • Bahia precisa contratar bastante para o Brasileirão, principalmente no ataque.
  • Bahia terá três ausências contra o Ceará na volta: Luiz Otávio, Patrick de Lucca e Nino Paraíba.

O que o Bahia pode mudar para o próximo jogo?

Sobre as ausências para a próxima partida, Dado Cavalcanti terá de se virar para conseguir harmonizar a equipe, principalmente com as ausências de Luiz Otávio e Patrick de Lucca, homens fundamentais para o esquema tático do Bahia. Para a lateral direita, Nino Paraíba será substituído por Renan Guedes, que aproveitou muito bem a oportunidade no Baianão e na Copa Sul-americana, é bastante ofensivo. Mas na defesa, Juninho entrará como titular, mas vem sido bem inconsistente. Patrick de Lucca será substituído ou por Lucas Araújo ou por Jonas ou por Matheus Galdezani, que ainda não mostraram a segurança necessária para serem titulares, a posição deve ser de Lucas Araújo que entrou no segundo tempo contra o Montevideo City Torque.

Eu gostaria de ver uma oportunidade para Pablo ou Raniele para essa partida, ambos do time de transição, que tem uma saída de bola melhor que os três citados anteriormente. Raniele, por ter sido mais testado, seria uma opção melhor para substituir Patrick de Lucca.

Enfim, se você acha que o Bahia já está morto, você está errado. O Bahia tem armas suficientes para vencer o Ceará lá em Fortaleza, só dependerá dele próprio fazer isso valer. Ainda dá pra esperar mais do trio ofensivo, ainda dá pra se surpreender com algumas peças. O gol desse sábado foi cruel, mais cruel ainda por ter saído de um chute do Jael, mais cruel por ter sido numa falta cometida por Nino Paraíba (que para mim não houve), mais cruel por ter tirado Nino da próxima partida, mais cruel ainda por ter exposto Oscar Ruiz ainda a mais críticas, mais cruel por ter sido uma lei do ex muito triste.

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Imagem: Jhony Pinho/AGIF

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