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Após fazer empréstimo de 26 bilhões, Superliga tenta evitar cancelamento

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Foto: Infoesporte/Superliga

Superliga é oficializada, mas busca meios para evitar e tentativa de cancelamento por parte da UEFA e FIFA

Após anunciar a Superliga, nova competição continental europeia, os organizadores fizeram um financiamento de 4 bilhões de euros (mais de R$26 bilhões na cotação atual), e entraram com uma ação para impedir um possível cancelamento do futuro torneio. De acordo com o repórter da Associated Press, Rob Harris, os 12 clubes enviaram uma carta nesta segunda-feira (19) aos presidentes da FIFA (Federação Internacional de Futebol) e da UEFA (União das Federações Europeias de Futebol) avisando que medidas legais já estão em andamento para garantir o lançamento da Superliga.

Com o comando de Florentino Perez, Presidente do Real Madrid, outros 11 clubes manifestaram interesse e irão lutar com todas as forças para a realização da competição. Além do clube merengue, a Superliga contará com Chelsea, Inter de Milão, Manchester City, Tottenham, Liverpool, Manchester United, Juventus, Barcelona, Arsenal, Milan e Atlético de Madrid. E, ainda, os organizadores estão negociando com mais três times europeus.

QUAL O FORMATO DA COMPETIÇÃO?

A ideia inicial é ter 20 participantes, os 15 fundadores e mais outros cinco agremiações que se classificarem com base no rendimento da temporada anterior. O projeto visa iniciar o torneio em agosto e a decisão nos últimos dias de maio, em estádio neutro – assim como é na Champions League. Após ter os 20 clubes definidos, estes serão divididos em 2 grupos de 10 equipes cada, com jogos de ida e volta dentro da mesma chave. As partidas acontecerão no meio de semana.

Ao término da fase inicial, os quatro melhores de cada grupo avançam para o mata-mata, também com jogos em casa e fora. A final da Superliga acontecerá em jogo único. A idealização dos organizados é que as fases finais do futuro torneio continental sejam disputadas dentro de 30 dias.

QUAL A FINALIDADE DA CRIAÇÃO DA SUPERLIGA? 

Os representantes da Superliga têm em mente que a competição proporcionará um crescimento econômico significantemente maior do que com o atual modelo da Liga dos Campeões. Os 15 clubes co-fundadores irão receber 3,5 bilhões de Euros (R$23,45 bilhões de reais, na cotação atual) na temporada inicial. Além disso, a Superliga também contribuirá com 10 bilhões de Euros (R$66,98 bilhões de reais, na cotação atual) em “pagamentos de solidariedade”.

POSIÇÃO DA UEFA E FIFA

As duas principais entidades do mundo, a UEFA e FIFA, já se pronunciaram e disseram que, os atletas que disputarem a Superliga serão proibidos de disputarem qualquer partida com suas respectivas seleções. Desta forma, não poderão jogar amistosos, eliminatórias, Copa do Mundo ou a Eurocopa. Já os clubes, também serão punidos pela UEFA. O posicionamento é simples. Em nota, a entidade informou que entrará na justiça e que o futebol é para todos e não para uma classe “elitista do futebol”. “O futebol é baseado em competições abertas e mérito esportivo; não pode ser de outra maneira”, frisa.

Além de ter o apoio da FIFA, a principal entidade do futebol europeu conta com o apoio de PSG, Bayern de Munique, Ajax, entre outros. Não são só os clubes que declararam apoio à UEFA, as ligas nacionais – Premier League (Inglaterra), Ligue One (França) e Bundesliga (Alemanha) – também foram de encontro ao posicionamento da organização.

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