
Ole Werner busca número histórico com o RB Leipzig
O RB Leipzig está a apenas noventa minutos de alcançar um marco histórico. Com a vaga na próxima edição da Champions League já garantida, o técnico Ole Werner agora persegue um número simbólico: 21 vitórias. Caso vença o SC Freiburg na rodada final da Bundesliga, Werner se tornará o treinador com mais vitórias em uma única temporada na história do clube.
Hoje, o comandante divide a marca de 20 triunfos com campanhas históricas do passado. Para ele, porém, o recorde representa muito mais do que estatísticas.
“Isso confirma que tivemos uma temporada muito boa e cumprimos nossa missão. Tenho orgulho de fazer parte de um processo em que conseguimos extrair o máximo de cada momento”, afirma Ole Werner.
A caminhada até o topo esteve longe de ser linear. O início da temporada trouxe um duro choque de realidade: a goleada por 6 a 0 sofrida diante do Bayern de Munique. O que poderia ter abalado definitivamente o ambiente acabou funcionando como um retrato cru da situação vivida pelo elenco naquele momento.
Werner relembra que o Leipzig ainda era um time em reconstrução, com a janela de transferências aberta e diversos jogadores importantes próximos de deixar o clube.
“Sabíamos que era um jogo que precisávamos atravessar. Havia muitas perguntas sem resposta e o elenco ainda não estava fechado. Outros grandes times também pareceram pequenos quando o Bayern teve dias inspirados. Precisávamos colocar tudo em perspectiva”, explica.
A verdadeira virada da temporada, no entanto, não nasceu de uma vitória, mas de uma frustração dentro de casa diante do Mainz 05. Werner define aquele momento como uma crise de energia coletiva, capaz de obrigar o elenco a olhar para dentro.
“Foi ali que entendemos que precisaríamos encontrar uma força extra para mudar o rumo das coisas.”
A perspectiva da águia
Fora das quatro linhas, Werner mantém o pragmatismo de alguém que quase seguiu uma carreira acadêmica antes de se consolidar como um dos principais nomes da nova geração de técnicos alemães. Antes do futebol, ele estudava para ser professor e a influência da pedagogia ainda aparece em sua forma de liderar.
Com jogadores jovens como Antonio Nusa, Werner aposta menos no impacto emocional e mais na construção de entendimento coletivo, privilegiando leitura de jogo, confiança e perspectiva.
Quando questionado sobre qual animal melhor o representa, o treinador evita a imagem tradicional dos predadores terrestres.
“Escolheria um pássaro, talvez uma águia. É preciso enxergar as coisas de cima e manter perspectiva sobre os acontecimentos”, destacou Ole Werner.
Essa distância emocional ajuda Werner a conviver com a pressão constante que acompanha o projeto esportivo da Red Bull. Ao falar sobre sua trajetória e os desafios enfrentados ao longo da carreira, ele resume tudo com ironia ao imaginar o título de uma eventual biografia:
“Provavelmente seria ‘Demais para um livro’.”
O último capítulo da temporada será escrito em Freiburg. E, para Ole Werner, sucesso nunca pareceu ser apenas sobre chegar ao topo, mas sobre manter o voo estável mesmo depois da tempestade.
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