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Retrospectiva 2018: Peñarol

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Decepção na Libertadores, primeiro semestre ruim e Bicampeonato Uruguaio marcam 2018 do Peñarol

Eliminação na fase de grupos da Libertadores, Apertura perdido, Intermedio ruim, Clausura excelente e título uruguaio. Parece 2017, mas essa também foi a campanha do Peñarol em 2018. O que levou o Aurinegro a repetir os feitos do ano passado? A manutenção do nível do elenco? Pode ser. Mas isso é bom ou ruim? Depende do que diretoria, jogadores e torcida querem. Vencer a disputa interna com o rival Nacional é sempre maravilhoso. Esse ano, o gostinho foi ainda melhor, pois a final do Campeonato Uruguaio foi justamente contra o arquirrival. Mas, e a nível internacional? Este ano foi a sexta vez consecutiva em que os Carboneros foram eliminados na fase de grupos da Libertadores. O feito envergonhou mais uma vez clube e torcida. Na Copa Sul-Americana foi ainda pior. Eliminado na segunda fase (fase que entrou na disputa) pelo Atlético Paranaense com direito a placar agregado de 6 a 1 e humilhação dentro do Campeão do Século.

Veja a seguir a temporada do Peñarol dividida por semestre e competições.

Primeiro semestre

SuperCopa Uruguaia

O Peñarol começou o ano da melhor forma. Ainda em janeiro, foram duas vitórias sobre o Nacional. A primeira vitória foi num amistoso entre os clubes. Mas a segunda, valeu título. O Carbonero venceu El Bolso por 3 a 1 e conquistou a primeira SuperCopa Uruguaia da história.

Torneio Apertura

A campanha no Apertura não foi ruim. Ao contrário. Foram onze vitórias, três empates e apenas uma derrota. Mesmo assim, o desempenho foi insuficiente para superar o Nacional. O clássico entre as equipes aconteceu na antepenúltima rodada. O Tricolor acabou beneficiado por chegar ao confronto com dois pontos de vantagem. Os dois times venceram nas duas rodadas restantes, o Nacional manteve a vantagem e levou o Apertura.

Copa Libertadores

A 46ª participação do Peñarol começou com expectativa lá no alto. Após a recuperação do título uruguaio em 2017, o principal objetivo do clube era retomar a hegemonia a nível internacional. Para buscar “La Sexta”, o Carbonero caiu num grupo de dificuldade mediana. Libertad (PAR), The Strongest (BOL) e Atlético Tucumán (ARG) pareciam não assustar tanto. Mas os 50% de aproveitamento na campanha de três vitórias e três derrotas deixaram o Aurinegro eliminado na terceira posição. Foi a sexta vez consecutiva que o Peñarol caiu na fase de grupos da Libertadores (2012, 2013, 2015, 2016, 2017, 2018). A última vez que o Peñarol superou a fase de grupos, alcançou a final da competição (2011).

Torneio Intermedio

Para finalizar o semestre, faltava o Intermedio. O Peñarol caiu no Grupo B. Foram quatro vitórias e duas derrotas nos seis jogos, campanha inferior à do Torque. O Carbonero ficou de fora da final e viu o Nacional vencer o segundo torneio da temporada.

Segundo semestre

Copa Sul-Americana

Como o Peñarol foi eliminado da Libertadores ficando em terceiro lugar no grupo X, o clube garantiu vaga na segunda fase da Copa Sul-Americana. O sorteio definiu o adversário do Carbonero: o Atlético Paranaense. No jogo de ida, derrota na Arena da Baixada por 2 a 0. Na volta, uma verdadeira humilhação em casa: derrota por 4 a 1 e mais um vexame internacional na conta.

Torneio Clausura

Restou então o Torneio Clausura. E a campanha foi exatamente a mesma do Apertura: onze vitórias, três empates e uma derrota. Mas dessa vez o Nacional foi mais irregular. Com nenhuma outra equipe capaz de superar o Aurinegro, o Torneio Clausura foi conquistado. Mas não foi só isso. A campanha ruim do Nacional permitiu o que no início do segundo semestre parecia impossível: o Peñarol vencer a tabela anual. Vantagem importantíssima para a disputa das finais.

A Final

Precisando de vencer apenas mais uma partida para ficar com o título, o Peñarol foi confiante para o duelo contra o Nacional. Se fosse derrotado, o Aurinegro precisaria disputar mais duas partidas com o arquirrival. Mas não foi necessário. Após empate por 1 a 1 no tempo normal, Cristian ‘Cebolla” Rodriguez marcou na prorrogação e garantiu a 52ª estrela do Aurinegro (segundo a conta do clube).

Destaques

Os grandes destaques do ano no Peñarol foram o goleiro Kevin Dawson e o meia-atacante Cristian Rodriguez. Prova disso, foi a presença dos dois na disputa de melhor jogador do Campeonato Uruguaio ao lado de Leandro Paiva do Cerro. Maxi Rodriguez e Gabriel Fernandez também fizeram uma boa temporada. “El Toro” (apelido de Gabriel Fernandez) foi o artilheiro do clube no ano com doze gols em vinte e oito jogos. A revelação do clube surgiu na lateral-esquerda: Ezequiel Busquerts, de apenas 18 anos.

Vale ressaltar que o Peñarol trocou de técnico no fim do primeiro semestre. Leonardo Ramos deixou o clube após aceitar uma oferta no futebol do exterior. Diego López foi contratado e deve ficar para o próximo ano.

 

2019

Com os jogadores que tem, o Peñarol pode até conseguir manter a hegemonia no Uruguai e conquistar o Tricampeonato. Mas se quiser voar alto na Libertadores terá que qualificar o elenco.

 

Samuel Bonicontro (159 Posts)


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