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Especial: Nacional: um tri-campeão da América em reconstrução

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A dois dias da estreia na Libertadores, Nacional ainda corre risco de perder jogadores titulares e espera por contratações

Ninguém duvida da tradição do futebol uruguaio. Nacional e Peñarol já conquistaram oito Libertadores, sendo cinco aurinegras  e três tricolores. A última conquista uruguaia, inclusive, pertence ao Nacional, em 1988, um ano antes de conquistar o último titulo internacional de clubes do Uruguai, a Recopa de 1989. Contudo, a situação atual do Nacional é bastante complicada. Após perder o título uruguaio de 2017 para o Peñarol, trocou de treinador, não conseguiu se reforçar e perdeu dois clássicos em uma semana. Para piorar, corre o risco de perder seu capitão para o futebol italiano. Veja a seguir um Raio-X da atual situação do Nacional, que estreia na Libertadores na próxima quarta-feira visitando a Chapecoense em Santa Catarina.

O TREINADOR: ALEXANDER MEDINA

Trata-se de uma aposta do presidente José Luis Rodríguez após a saída de Martín Lasarte. Medina era o treinador da tercera división, a reserva do clube, e foi promovido à equipe principal após conquistar o título uruguaio da categoria em 2017. É um treinador moderno, que aposta em equipes aguerridas, porém, com velocidade na saída de bola. Seu esquema preferido é 4-2-3-1, mas que oscila entre 4-4-2 e 4-3-3.

Medina foi alvo de polêmicas após vazar uma cartilha na qual proibia seus jogadores (das categorias de base do Nacional) nas partidas contra o Peñarol de ajudar os adversários a levantarem caso caíssem e orientava a não respeitar o fair play e não devolver a bola em caso dela ter sido colocada para fora por alguma contusão.

Até o momento, a trajetória como treinador da equipe principal não foi bem sucedida: duas derrotas para o Peñarol. Primeiro, foi 0-2 num amistoso e depois 1-3 na final da Supercopa Uruguaia. Na estreia, o agravante de ter perdido três jogadores expulsos, dois por agressões e confusão com adversários. A sua carreira poderá ficar marcada em caso de uma eliminação precoce na Libertadores.

O GOLEIRO: ESTEBAN CONDE

Assumiu o gol do Nacional em 2016, quando o goleiro Gustavo Munua se transformou no treinador da equipe. Veio após ótimas atuações na Universidad de Chile e no Atlético Rafaela da Argentina, além do Danubio do Uruguai. Trata-se de um goleiro seguro, com algumas dificuldades no jogo aéreo mas rápido debaixo das traves. Apesar de ter cometido um erro quase grotesco na final da Supercopa ao dar um passe a um jogador que estava de costas, costuma ter boa saída com os pés. Bom pegador de pênaltis, disputa a vaga de terceiro goleiro da seleção uruguaia para a Copa do Mundo de 2018.

Conde pega pênalti contra Corinthians na Libertadores 2016

NA DEFESA: LESÕES E SUSPENSÕES COMPLICAM NACIONAL

A situação da última linha é preocupante. Na semana da estreia na máxima competição continental, Nacional ainda não tem definida a sua defesa. Isso porque o lateral Jorge Fucile está machucado e dificilmente terá condições de jogo. Além dele, o zagueiro e capitão Diego Polenta, que pode deixar o clube a qualquer momento e se transferir para o futebol italiano, está suspenso após ter sido expulso no jogo contra o Botafogo na Libertadores 2017 e também está fora.

Para as laterais, as opções devem ser Matias Zunino pela direita e Alfonso Espino pela esquerda. Ambos tem boa saída de bola e passam ao ataque com critério, mas deixam espaços que se bem aproveitados pelos adversários podem gerar perigo, como foi o caso dos dois primeiros gols do Peñarol na final da Supercopa Uruguaia.

Na zaga, a aposta de Medina é no juvenil Guzmán Corujo, recém promovido à equipe principal. Ao seu lado, a dúvida fica entre Agustín Rogel e Alexis Rolin. Rogel é jovem e promissor, mas teve um segundo semestre de 2017 horroroso, com falhas e expulsões que comprometeram sua continuidade como titular. Rolín destacou-se em 2012 no Nacional, chegando até a participar da seleção olímpica uruguaia. Transferido ao futebol italiano, não conseguiu se firmar e voltou para a América do Sul, jogando sem destaque no Boca Juniors e no Olimpia do Paraguai. Voltou ao Nacional em 2017, mas contundido, demorou para entrar em campo e não conseguiu repetir as boas atuações de 2012.

Recém contratado, Rodrigo Erramuspe também é opção, mas chegou apenas no final da semana passada, sendo difícil seu aproveitamento num jogo decisivo.

MEIO-CAMPO: O SETOR COM MAIS OPÇÕES

O meio-campo é o setor do campo no qual Medina tem mais opções para formar sua equipe. Para a marcação, Diego Arismendi é titular absoluto. Um dos jogadores mais altos da equipe, tem presença de área e ajuda tanto na bola aérea defensiva quanto ofensiva. É um dos líderes naturais desta equipe, mas sofre com problemas físicos e a equipe sente sua ausência.

Para jogar ao lado de Arismendi, as opções são Santiago Romero e Álvaro González. Romero é prata da casa, e pode jogar também na lateral-direita. Tem mais força ofensiva e bom chute de fora da área. Retornou ao clube após uma frustrada passagem pelo Rosario Central da Argentina. González precisa de minutos para ter chances de ir à Copa do Mundo, e tem mais força física e poder de marcação, além de também poder jogar nas duas laterais. Para o jogo em Chapecó, é possível pensar numa formação com Romero na direita e González na esquerda, jogando Arismendi mais recuado.

Como jogadores de criação, Medina conta com Luís Aguiar, Carlos De Pena, Tabaré Viudez e Sebastián Rodriguez. Este último está fora do jogo contra a Chapecoense por conta de uma suspensão provocada pela expulsão nas oitavas de final da Libertadores 2017. Aguiar, com destacada passagem pelo arquirrival Peñarol, foi a grande contratação do Nacional para este ano. Tem bom domínio de bola e destaca-se pelos lançamentos e assistências. Pode jogar mais recuado, como segundo volante, ou como meia mais clássico. Viudez é o maior talento da equipe, e pode jogar aberto pelos lados ou mais centralizado, como um tipico camisa 10. De Pena apareceu no Nacional em 2012 e se destacou entre 2014 e 2015, quando foi transferido ao futebol inglês. Não teve sucesso e voltou este ano, após um semestre sem jogar. É canhoto, rápido e joga como ponta aberto ou como meia pela esquerda.

ATAQUE: QUEM JOGA?

A novela do mercado da bola de janeiro deste ano foi a contratação do centroavante do Nacional. Muitos nomes foram mencionados, mas nenhum deles conseguia ser contratado. Finalmente, na última quinta-feira foi anunciado o argentino Gonzalo Bergessio, de 34 anos e destacada passagem pelo Catánia da Itália em 2014. O problema é que vem de dois anos com pouquíssimos jogos disputados no Velez Sarfield da Argentina e dificilmente terá condições de ser aproveitado na quarta-feira em Chapecó.

Com isso, a melhor alternativa fica por conta de Sebastián Fernandez, atacante rápido e eficiente dentro da área, com passagens pelo futebol argentino, espanhol e pela seleção uruguaia. Contudo, é um jogador de pequena estatura e que não consegue jogar de costas para o gol, o que dificulta sua inserção na equipe caso Medina opte por um único atacante.

Como jogador de referência, Nacional conta com Hugo Silveira, quem chegou ao clube no começo de 2017 e teve um início promissor, com gols importantes, mas depois caiu de produção e acabou o ano na reserva e vaiado pela torcida. Além de Silveira, Leandro Barcia também pode jogar no ataque, mas seria mais um jogador de beirada de campo do que um centro-avante nato.

VEJA A LISTA DE JOGADORES DO NACIONAL INSCRITOS NA LIBERTADORES

1 – Esteban Conde
2 – Agustín Rogel
3 – Rodrigo Erramuspe
4 – Jorge Fucile
5 – Matías Viña
6 – Alexis Rolin
7 – Luis Aguiar
8 – Diego Arismendi
9 – Hugo Silveira
10 – Tabaré Viudez
11 – Leandro Barcia
12 – Luis Mejía
13 – Matías Zunino
14 – Gonzalo Bueno
15 – Álvaro González
16 – Sebastián Rodríguez
17 – Christian Oliva
18 – Sebastián Fernández
19 – Santiago Romero
20 – Carlos de Pena
21 – Guzmán Corujo
22 – Alfonso Espino
23 – Diego Polenta
24 – Gonzalo Bergessio
25 – Gabriel Araujo

 

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nico.bianchi.sica (42 Posts)

Professor de História pós graduado em Jornalismo Esportivo. Uruguaio, torcedor fanático da "Celeste" e do Nacional.


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