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Da Ros, jogador de Rugby, comenta a popularidade do esporte no Brasil e analisa a Rio 2016

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Jogador do Desterro conta um pouco de sua história e comenta sobre o Rugby no Brasil

O terceira linha do Desterro, Da Ros, possui 34 anos de idade, nasceu e atualmente vive em Florianópolis, além de atuar na seleção brasileira. Da Ros joga o Rugby Union (15 jogadores), é o jogador mais velho de seleção pois está no grupo desde 1998 e morou durante 11 anos na França.

Jogar Rugby não é comum no Brasil, mas o esporte vem ganhando cada vez mais espaço no país do futebol. Obviamente o Brasil não é uma grande potência do Rugby, porém, está evoluindo bastante e pode evoluir muito mais. Com isso, convidamos para conversar conosco o Da Ros e debatemos sobre alguns assuntos, como: sua carreira no Rugby, Rugby no Brasil e Rio 2016.

“Meu irmão fez parte do grupo que resolveu tentar fazer um time de Rugby aqui em Floripa, vim por convite dele e participei desde antes da fundação do clube. Depois que conheci o esporte e sua filosofia, decidi que era ali onde gostaria de ficar”, disse Da Ros ao Esportes Mais.

Crédito da foto: (Arquivo pessoal)

 O Desterro é um grande time de Rugby brasileiro, um time vitorioso e muitos títulos. O time de Florianópolis (Santa Catarina), possui categorias desde o Rugby masculino até o feminino tanto em praia quanto em gramado. Desterro é tricampeão brasileiro de Rugby (1996, 2000 e 2005), pentacampeão da Liga Sul de Rugby (2003, 2004, 2008, 2009 e 2010) e tetracampeão catarinense (2006, 2008, 2009 e 2010), além de muitos outros títulos.

“Amo o clube. As vezes como um filho, que vi crescer e ajudei a levar até onde está, as vezes como o responsável por todas as grandes vivências que tive em minha vida com o Rugby. É onde quero que meus filhos estejam, onde batalharei para que muitas pessoas possam viver e multiplicar os grandes valores do esporte”, declarou o terceira linha do Desterro.

É muito difícil viver do esporte, seja ele futebol ou qualquer outra modalidade, mas imagina viver de um esporte que não tem um grande público no Brasil e que não tem tanto investimento. Da Ros contou sua experiência de vida e disse como é viver do Rugby.

“É muito difícil, mas não é impossível. Grandes jogadores, historicamente, tiveram outras profissões e conciliaram o Rugby com estudos e trabalho. Eu mesmo colhi os melhores resultados como atleta depois de ingressar ao mercado de trabalho convencional. Trabalhava em uma empresa com carteira assinada, batendo ponto em jornadas de 44 horas semanais e neste período conquistei por 3 anos o título de melhor jogador do Brasil, entre outros. O que importa não é o tempo disponível, mas sim a qualidade do tempo dedicado. Hoje eu trabalho na Confederação Brasileira e tenho a grande oportunidade de viver do esporte”, contou Da Ros.

Crédito da foto: (Arquivo pessoal)

 A seleção brasileira de Rugby não é muito boa. O Brasil em toda sua história no Rugby, nunca disputou uma Copa do Mundo muito menos Olimpíada, além de perder para as grandes potências do esporte e para as seleções medianas. O jogador do Desterro e seleção brasileira nos explicou que a evolução é gradativa e promissora.

“A seleção brasileira não é muito fraca. Ela está em plena ascensão e tem muito a crescer. No Rugby, diferente do futebol, é muito raro uma equipe melhor rankeada perder para outra 10 posições abaixo, faz parte da dinâmica do esporte, mas concordo que estivemos muito distantes de estar no caminho certo, por um bom tempo. Não faltava vontade antes, mas faltavam condições. O que estamos vendo é um enorme crescimento e se continuarmos neste rumo, veremos cada vez mais o Brasil vencer no Rugby” explicou Da Ros.

Estamos há 7 dias dos Jogos Olímpicos de 2016, que acontecerá no Rio de Janeiro, todos já respiram a Rio 2016 na cidade e no mundo. Esta Olimpíada vai ficar marcada por obter a volta de diversas modalidades aos jogos, entre elas o Rugby. Nas Olimpíadas são utilizadas as seleções Sevens (7 jogadores) e o Brasil estará presente na Rio 2016, porque é o país sede. Da Ros disse qual é a sua expectativa para a Rio 2016, analisou os fortes candidatos ao Ouro no Rugby e qual o adversário mais forte que o Brasil irá enfrentar.

“Para quem conhece nossa realidade, sabe que apenas uma vitória, em qualquer jogo, já seria uma conquista enorme e isto é possível. Com os pés no chão, não tenho nenhuma expectativa de medalha, nem para o masculino e nem para o feminino, mas jogando em casa e com o apoio da torcida temos boas chances de fazer ótimas apresentações” e acrescentou “Fiji, Estados Unidos e Argentina, estão no nosso grupo e são candidatas ao título. Acredito que o adversário mais forte será Fiji”, analisou o brasileiro.

Clique na imagem para acessar o site

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 Da Ros, infelizmente, não irá para a Rio 2016 pois disputa a categoria Union mas enviou uma mensagem aos jogadores e jogadoras da seleção, além da torcida. Nós do Esportes Mais desejamos uma boa sorte aos atletas e o nosso muito obrigado por representar o Brasil nesse momento histórico.

“O esforço é verdadeira medida do homem. Só quem acompanha, há um bom tempo, pode avaliar o quanto crescemos e o quanto nos doamos para poder estar em condições de enfrentar as grandes seleções do mundo. Para os atletas, que façam o seu melhor. Para a torcida, que apoie com muita força nosso time”, finalizou Da Ros em entrevista para o Esportes Mais.

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Arthur Fernandes (341 Posts)

Arthur Fernandes é carioca, o seu hobby é o aprendizado de idiomas e dialetos, o seu objetivo é superar o máximo de expectativas impostas e torce exclusivamente para o Orlando City.


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